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Coca-Cola anuncia nova versão do refrigerante, com açúcar da cana dos EUA

A empresa anunciou a medida depois de conversas com o presidente Donald Trump sobre o tema

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A Coca-Cola ressaltou que essa iniciativa tem como objetivo diversificar as opções disponíveis aos consumidores | Foto: Olena Bohovyk/Pexels

Pressionada por manifestações recentes do ex-presidente Donald Trump, a Coca-Cola anunciou, nesta terça-feira, 22, que lançará nos Estados Unidos uma nova versão do refrigerante, desta vez adoçada com açúcar de cana-de-açúcar produzido em território norte-americano.

Atualmente, a fórmula comercializada no país utiliza xarope de milho como adoçante principal.

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No relatório financeiro referente ao segundo trimestre, a companhia informou que o lançamento está previsto para o outono norte-americano, com o objetivo de ampliar o portfólio de produtos da marca.

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“Como parte de sua agenda contínua de inovação, a empresa planeja lançar, neste outono, um produto feito com açúcar de cana dos EUA para expandir sua linha de produtos da marca Coca-Cola”, disse a companhia.

A Coca-Cola ressaltou que essa iniciativa tem como objetivo diversificar as opções disponíveis aos consumidores.

“Essa adição foi desenvolvida para complementar o forte portfólio principal da empresa e oferecer mais opções para diferentes ocasiões e preferências”, afirmou a empresa em outro trecho do relatório.

Pressão de Trump pode ter influenciado decisão da Coca-Cola

A decisão da empresa ocorre poucos dias depois de Donald Trump declarar, em suas redes sociais, que desejava que a receita do refrigerante passasse a contar com açúcar de cana no lugar do xarope de milho.

“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca-Cola nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazer isso”, disse Trump, na quinta-feira 17.

De acordo com a rede de TV norte-americana NBC, o CEO da Coca-Cola, James Quincey, teria dito que a empresa já utiliza açúcar de cana em suas linhas de chá, limonada, café e Vitamin Water.

Leia também: “A Copa de Trump”, artigo de Eugenio Goussinsky publicado na Edição 278 da Revista Oeste

Depois do anúncio sobre a fabricação de uma nova bebida, especialistas têm afirmado que os Estados Unidos teriam de recorrer ao açúcar brasileiro, já que o país não tem autossuficiência desse produto.

O Brasil ocupa a posição de segundo maior exportador de açúcar para os Estados Unidos, ficando atrás apenas do México.

Apesar dessa dependência, a Coca-Cola garantiu que utilizará açúcar produzido em solo norte-americano.

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