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Cidade de Minneapolis cria programa para demitir professores brancos primeiro

Determinação passa a valer em 2023

Minneapolis professores brancos
Foto: Pixabay

Na cidade de Minneapolis, em Minnesota (EUA), a Federação de Professores Local (MFT, sigla em inglês) e as escolas públicas definiram que a partir de 2023 o sistema público de ensino deve demitir professores brancos primeiro.

No município, até 50 docentes podem perder seus empregos pela redução na quantidade de matrículas e cortes orçamentários. Assim, a decisão da MFT em Minneapolis possui somente raras exceções e ainda prevê que, caso ocorra algum processo seletivo para readmitir esses professores, os educadores brancos devem ser chamados por último.

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“Esse processo deve continuar até que o quadro de professores do distrito reflita a diversidade do mercado de trabalho e da comunidade atendida por ele”, informou a federação em agosto deste ano. O intuito das medidas intituladas de “Proteções para Educadores de Cor”, é recuperar os efeitos “contínuos da discriminação histórica no distrito”.

A MFT não explicou como essa nova decisão vai ser aplicada a pessoas mestiças ou hispânicas brancas. No entanto, comunicou que nenhuma demissão está sendo planejada para este ano. Em uma entrevista à agência de notícias AFP, Greta Callahan, presidente da federação, disse que as críticas que estão sendo feitas à determinação são “invenções da direita”. Além disso, que eles não poderiam estar mais orgulhosos de ter concretizado a decisão.

Em 22 de agosto deste ano, o grupo ativista conservador Judicial Watch apresentou uma ação na Justiça em nome de um cidadão local pedindo a suspensão da decisão da federação. O grupo argumentou que a norma violava a garantia de igualdade perante a lei da Constituição local.

O Judicial Watch ainda destacou que, conforme estatísticas, 72% dos professores locais são brancos, 6% negros e 3% hispânicos. Já os estudantes são 40% brancos, 36% negros e 17% hispânicos. Segundo o grupo, uma possível incompatibilidade racial entre os funcionários é insuficiente para estabelecer uma discriminação ilegal.

Um relatório do distrito escolar local, de 2018, informou que a porcentagem das novas contratações de professores brancos diminuiu a cada ano desde 2013. No entanto, as taxas de permanência são 4% mais altas por ano para docentes brancos do que para os educadores negros.

De acordo com o Departamento do Censo da cidade, em 2020, pouco mais de 60% dos moradores brancos de Minneapolis tinham curso superior, enquanto cerca de 15% dos cidadãos negros e 25% dos hispânicos também tinham o mesmo nível de formação. Além disso, o relatório ainda comunicou ser mais “difícil contratar e reter professores negros do que brancos”.

Leia também: “A fraude da causa negra”, artigo de J.R Guzzo para a Edição 115 da Revista Oeste.

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7 comentários
  1. Louis
    Louis

    A China vai superar os EUA como potência mundial mesmo… Ocidente em decadência.

  2. Hugo
    Hugo

    Os “woke” realmente conseguiram transformar os EUA num lixo mesmo hein…. inacreditável o nível de bizarrice que esse lugar aprova… o Canadá também é igual lá a matemática é considerada muita “suopremacista branca”

    Eu não duvido nada que se o Lula ganhar vá fazer o mesmo tipo de coisa aqui

  3. Irene Bezerra De Jesus
    Irene Bezerra De Jesus

    É bom, isso e o resultado da imbecilidade das pessoas, quem esta decidindo isso? sao brancos, tirem quem decide e é branco, nao e por capacidade e pela cor da pele, logo veremos o resultado disso, a violencia vai aumentar

  4. Paulo
    Paulo

    Tem menos professores negros contratados porque tem menos negros com curso superior!

  5. Remi Backes
    Remi Backes

    Esse tipo de atitude é que incentiva o ódio contra os privilegiados. Isso é incentivo ao racismo.

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