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China registra primeiros casos de varíola dos macacos

Enquanto as atenções se voltam para a nova doença, a população ainda sofre com a política de covid zero

Chongqing China
Chongqing, megacidade chinesa onde o segundo caso foi registrado | Foto: Reprodução/Pixabay

As autoridades de saúde de Chongqing, uma megacidade com 32 milhões de habitantes, disseram ter detectado o primeiro caso de varíola dos macacos no continente. Na semana passada, houve uma confirmação em Hong Kong, Província insular semiautônoma. Segundo informou nesta sexta-feira, 16, a comissão de saúde de Chongqing, o novo caso foi constatado em um homem que chegou de uma viagem internacional. O país de origem e a data da chegada não foram divulgados.

Enquanto cumpria quarentena obrigatória pelas normas vigentes em relação à covid-19, o viajante apresentou erupção cutânea e outros sintomas de varíola dos macacos. O homem, segundo as autoridades chinesas, está recebendo tratamento em hospital e seu quadro de saúde é estável.

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Pessoas que tiveram contato próximo com o viajante estão sob observação médica, disseram as autoridades de Chongqing. “O paciente foi colocado em quarentena e controlado imediatamente após entrar em Chongqing e não houve atividade social”, disse o comunicado da comissão de saúde.

Em 23 de julho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos uma emergência global. Até agora, mais de 60 mil casos foram confirmados no mundo, sendo a maior parte nos Estados Unidos e em países da Europa. Há casos em pelo menos 60 países.

A doença atinge principalmente homossexuais masculinos, que são cerca de 97% dos casos positivos no mundo, segundo a OMS, que chegou a recomendar a redução dos parceiros sexuais.

Na plataforma de mídia social chinesa Weibo, uma hashtag relacionada ao caso de Chongqing ganhou mais de 120 milhões de visualizações em menos de uma hora e foi o tópico de maior tendência no site.

Enquanto as atenções mudam para a varíola dos macacos, a população da China ainda sofre os transtornos com as duras medidas de combate ao coronavírus. Com a política do Partido Comunista Chinês de covid zero, Chongqing também tem bloqueios, confinamentos e testes em massa.

Muitos moradores de todo o país, desde a Província oriental de Shandong até a região ocidental de Xinjiang, recentemente pediram ajuda on-line, dizendo que estavam ficando sem artigos básicos de uso diário, como fórmula infantil, comida e remédios.

A China registrou, na semana passada, cerca de mil novos casos de covid-19 por dia, incluindo casos assintomáticos. É improvável que o governo central alivie as restrições de controle de covid antes do congresso do PCC, programado para outubro.

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