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China quer construir com a Rússia uma nova ordem mundial 'mais justa'

Países tentam sobrepor os Estados Unidos

Rússia China
O presidente da Rússia, Vladimir Putin (à esq.), e o secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping, na Casa de Hóspedes Estatais Diaoyutai, em Pequim - 04/02/2022 | Foto: Li Tao/Xinhua

O Partido Comunista da China (PCC) informou que deseja construir ao lado da Rússia uma nova ordem mundial “mais justa e racional”. Na segunda-feira 12, Yang Jiechi, secretário de Assuntos Internacionais do PCC, ressaltou a parceria entre os países e mencionou o “espírito de cooperação estratégica” entre eles.

“Sob o comando estratégico dos presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin, a relação entre os dois países sempre avança na direção correta”, disse Jiechi, durante um evento com o embaixador da Rússia no país, Andréi Denisov.

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Ontem, Jiechi e Denisov reuniram-se para debater geopolítica e tratar da invasão russa à Ucrânia. Desde o início do conflito, a China não condenou o ato, tampouco a Rússia engrossou o coro contra investidas do PCC em Taiwan.

Com relações complicadas durante a Guerra Fria, China e Rússia agora aproximaram-se para atuar como contrapeso ao domínio global dos Estados Unidos, fragilizados sob o governo democrata de Joe Biden. Na semana que vem, Putin e Xi Jinping se reunirão para uma cúpula regional.

A Rússia tenta estreitar os laços com os países asiáticos, em particular a China, depois das sanções de países ocidentais, em virtude da invasão à Ucrânia. Os dois países passaram a discutir mais seriamente uma nova ordem mundial.

Leia também: “O jogo do gigante”, reportagem publicada na Edição 58 da Revista Oeste

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9 comentários
  1. Angela
    Angela

    Interpretar os fenômenos do mundo global não é assunto para gente com mimos ideológicos.

  2. Daniel Romio
    Daniel Romio

    Querem exportar o “amor” deles para o mundo… olha que fofo

  3. Angela
    Angela

    Se as exigências do chamado “”Acordo de Segurança de Kiev” for concretizado, a guerra mundial vai ser inevitável, segundo o ex-presidente russo Dmitry Medvedev.
    *
    O ex-presidente russo Dmitry Medvedev usou uma citação do Livro do Apocalipse para comentar as exigências do chamado “Acordo de Segurança de Kiev”.

    Os “idiotas burros em estúpidos think tanks” ocidentais estão levando seus países ao caminho do Armageddon nuclear com sua guerra híbrida contra a Rússia, escreveu o ex-presidente russo Dmitry Medvedev em seu canal Telegram na terça-feira. Fornecer armas ilimitadas e fornecer apoio à Ucrânia, alegando não estar diretamente envolvido no conflito, não funcionará a longo prazo, de acordo com o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

    A proposta de um “Acordo de Segurança de Kiev” publicado por Kiev na terça-feira é um prólogo da Terceira Guerra Mundial, observou Medvedev e chamou de um “apelo histérico aos países ocidentais envolvidos na guerra por procuração contra a Rússia”.

    Se o Ocidente continuar seu “armamento desenfreado do regime de Kiev com as armas mais perigosas”, a campanha militar da Rússia terá que passar para o próximo nível. Nesse nível, “as fronteiras previsíveis se confundirão e a potencial previsibilidade das ações das partes conflitantes desaparecerá; o conflito desenvolverá um impulso próprio que é inerente a todas as guerras”, alertou Medvedev.

    “E então as nações ocidentais não poderão mais se sentar em suas belas casas e rir enquanto enfraquecem cuidadosamente a Rússia por meio de uma guerra por procuração. Tudo ao seu redor estará em chamas e eles colherão tristeza. O país queimará e o concreto derreterá. “, Medvedev escreveu antes de citar o versículo bíblico 9:18 do Livro do Apocalipse., que diz: “Por estas três pragas, uma terça parte do povo foi morta pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam de suas bocas”.

    “No entanto, os políticos tacanhos e seus estúpidos think tanks, acenando pensativamente com uma taça de vinho em suas mãos, ainda estão falando sobre como lidar conosco sem entrar em guerra direta conosco. Idiotas idiotas com educação média.” Continuou Medvedev

    O esboço estipula que os EUA e seus aliados mais próximos garantirão as fronteiras da Ucrânia antes de 2014. Armas e munições devem ser fornecidas, apoio financeiro fornecido e as forças armadas ucranianas treinadas. Além disso, os aliados devem se comprometer a manter as sanções contra a Rússia pelo tempo que * Kiev desejar e entregar qualquer propriedade russa apreendida até agora à Ucrânia.

  4. Thiago
    Thiago

    Rússia e China são parceiros estratégicos há anos e há anos tentam minar a hegemonia global dos EUA, muitas vezes de forma sorrateira e ilegal. A hegemonia dos EUA é antes uma hegemonia de valores e ideias, das liberdades, da soberania dos indivíduos e dos povos, do respeito às leis, aos contratos, aos cidadãos. Os estados unidos são todos os países que defendem esses valores e ideias, hoje ameaçados por estados autoritários como China e Rússia e ideias autoritárias, como o comunismo, a submissão do indivíduo ao coletivo, a primazia do estado sobre o mercado e o indivíduo. Os próprios EUA estão hoje reféns de ideias destrutivas que os estão corroendo por dentro, como economia verde e a panaceia climática, promovidas exatamente por seus inimigos, entre eles Rússia e China. Por mais que os EUA tenham seus problemas, espero que sejam superados e que a ideia que o fundou e que o transformou em superpotência prevaleça. As ideias de Rússia e China assim como seus comportamentos são destrutivos, retrógrados e insustentáveis.

  5. Carlos Brito
    Carlos Brito

    UMA 3º GUERRA MUNDIAL DECIDIRÁ O QUE VEM!!! NÃO VEJO DE OUTRA FORMA, OS TIMES JÁ ESTÃO PRONTOS.

  6. Angela
    Angela

    Os EUA usurparam a hegemonia global por meio de seu comando militar das forças da Aliança Atlântica durante a Segunda Guerra Mundial. A ONU atuou como seu instrumento de tal forma que foi até possível retardar a adesão da República Popular da China por décadas. A Europa tornou-se um continente ocupado pelos exércitos da OTAN; o resto do mundo estava sob ameaça de quase 1.000 bases americanas nas quais intervieram nos países produtores de petróleo.

    Não demorou muito para que essa arrogância provocasse reações, com a fundação do Movimento dos Não -Alinhados e da OPEP e organizações poderosas como a Asean resumem independentemente os países asiáticos, que abrigam 60% da população mundial.

    A tecnologia russa de aviação e mísseis é atualmente a mais avançada do mundo; A China tem a frota mais forte. Mas os EUA continuam atolados em uma “guerra eterna”, uma série perpétua de intervenções que nada mais são do que uma admissão de sua incapacidade de impor sua hegemonia por qualquer meio que não seja a força bruta; a coerção unilateral, estratégia que consiste em chantagear um país após o colapso da economia. Este gasto militar excessivo vem à custa do resto da economia.

    Os Estados Unidos desperdiçaram US$ 300 bilhões em gastos militares subjugando países que querem se libertar do domínio americano. A China não desperdiçou um centavo em guerras. Se os EUA aplicassem os US$ 300 bilhões em infraestrutura, robôs, saúde pública, o país teria trens-bala para conexões transcontinentais. pontes seguras, assistência médica gratuita, as estradas estariam devidamente mantidas e o sistema educacional seria tão bom quanto o de Xangai ou o da Coreia do Sul.

    Os EUA também estão perdendo terreno na àrea da ciência e da inovação tecnológica. A pandemia deu a maior porcentagem e número de pessoas infectadas e mortas em todo o planeta.

    Muitos de seus desenvolvimentos em meados do século XX, como armas nucleares e exploração espacial, são devidos a cientistas ou engenheiros importados: Leo Szylard, Albert Einstein, Werner von Braun. Suas realizações em ciência da computação se concentraram na produção em massa, a um custo acessível, de dispositivos criados por cientistas europeus como Kurt Godel, David Hilbert e Alan Turing. Atualmente, está travado em uma batalha perdida com a China pela supremacia nas plataformas 5G e 6G e poderosa inteligência artificial.

    Uma nova ordem mundial „justa e racional“ seria, suponho, o fim da hegemonia e não apenas o fim da hegemonia americana. A ideia parece-me legal.

  7. Daniel BG
    Daniel BG

    Se escutassem as vozes ao menos da Ucrânia e Taiwan perceberiam que o mundo não quer essa interferência deles.

  8. Francisco
    Francisco

    É o começo do fim!
    Desculpem o pessimismo.
    Estarei sempre ao lado dos que postam aqui (da esmagadora maioria ao menos).
    Quem não percebe o que está acontecendo é cúmplice.
    Francisco Bicudo

    1. Carlos Brito
      Carlos Brito

      1.000% CERTO SUA AFIRMATIVA, ESTOU ACOMPANHANDO LÁ FORA TODO DIA, ACREDITO QUE MEADOS DE 2023, ACONTEÇA.

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