Em meio a especulações sobre uma possível visita do presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Pequim, o porta-voz da diplomacia da China, Wang Wenbin, não confirmou os rumores durante uma entrevista coletiva. Ele deu as declarações nesta segunda-feira, 13.
“Não tenho nada a dizer sobre a questão específica que você mencionou”, disse Wang, ao adotar um tom genérico sobre as relações bilaterais entre China e Rússia.
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A incerteza persiste apesar de Putin ter anunciado, há três semanas em um encontro com empresários em Moscou, seus planos de visitar a capital chinesa em maio. Informações vazadas mostram que a viagem estava programada para os dias 15 e 16 de maio, o que questionamentos ao porta-voz chinês.
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O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou que a visita ocorreria, mas não especificou as datas. A relação entre os líderes de Rússia e China foi ressaltada por um encontro anterior em Pequim em 2023, capturado em imagem pelo fotógrafo Serguei Guneev e distribuída pela Sputnik em 18 de outubro.
Exercícios nucleares da Rússia teriam afastado Xi Jinping de Putin
Recentemente, a tensão geopolítica foi evidenciada quando Putin ordenou exercícios com armas nucleares. Isso coincidiu com uma viagem do presidente da China, Xi Jinping, à França. Ali os políticos discutiriam o conflito da Rússia com a Ucrânia.
Essa questão também foi discutida nas visitas de Xi à Sérvia e à Hungria. Paralelamente, o enviado chinês Li Hui buscou apoio internacional para medidas que restrinjam a expansão do conflito ucraniano.
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De acordo com a chancelaria chinesa, Li esteve na Turquia, na Arábia Saudita e em outros países. Também dialogou com governos do Brasil, da Indonésia e do Cazaquistão, onde encontrou apoio para a não proliferação de armas nucleares e a promoção de diálogo direto entre Rússia e Ucrânia.
Embora as negociações de Li não estejam diretamente associadas ao conflito, a diplomacia chinesa continua ativa. Nesta semana, o chanceler sul-coreano visita Pequim. Há também conversas agendadas em Genebra, sobre inteligência artificial, com implicações militares entre a China e os Estados Unidos. Além disso, uma delegação militar chinesa está no Japão, reiniciando intercâmbios anteriormente suspensos.
Alterações nas relações comerciais e militares
Nas últimas semanas, sinais de um distanciamento entre a China e a Rússia se tornaram mais evidentes. A redução nas exportações chinesas para a Rússia, criticadas por Washington, e o aumento das tarifas sobre produtos exportados para a Rússia são reflexos dessa tensão. Enquanto isso, a imprensa indiana relatou que a Rússia começou a importar equipamentos de defesa da Índia, o que ressalta a complexidade das relações geopolíticas na região.
A construção de bases militares russas nas ilhas ao norte do Japão foi anunciada, o que aumenta os riscos de conflitos na Ásia — especialmente em áreas como o Mar do Sul da China e o estreito de Taiwan. A eleição de um novo líder em Taiwan, Lai Ching-te, conhecido por sua postura crítica a Pequim, adiciona outra camada de incerteza à situação regional.
Quanto às relações energéticas sino-russas, o projeto do Gasoduto Power of Siberia 2, que agora pode ser redirecionado para passar pelo Cazaquistão em vez da Mongólia, é outro ponto de interesse e debate. As declarações do embaixador cazaque, Dauren Abayev, à agência Tass sobre o projeto foram amplamente repercutidas, tanto na mídia estatal quanto nas redes sociais chinesas.












































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