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Chile: governo de esquerda rejeita encontro com comunidade judaica

Judeus têm sido vítimas de hostilidades no país, que conta com o maior número de palestinos fora do Oriente Médio

Suprema Corte Chile
Representantes da comunidade judaica fazem ato em frente à Suprema Corte do Chile | Foto: Reprodução/Instagram

Recentemente, um vídeo viralizou nas redes sociais, no qual uma mulher chilena denuncia o aumento do antissemitismo no Chile, depois dos ataques do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro. Ela afirmou que a comunidade, que conta com apenas 18 mil pessoas, estava sendo hostilizada por manifestantes palestinos.

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No país, estima-se que a população árabe chegue a 500 mil pessoas, mas não há confirmação sobre o número de palestinos. O Chile recebeu uma quantidade alta de imigrantes da Palestina Otomana e do Mandato Britânico da Palestina até a primeira metade do século 20.

Provavelmente com mais de 100 mil pessoas no país, o que se sabe é que no Chile vive a mais numerosa população palestina fora do Oriente Médio.

A diretora executiva da Comunidad Judia de Chile, Dafne Englander, confirmou a Oeste que a tensão aumentou entre os judeus no país depois dos ataques. Mas a comunidade, prossegue ela, tem mantido a rotina, levando uma vida normal, com um nível de segurança bem maior. A preocupação com a segurança já era uma realidade anterior à agressão do Hamas.

“Nossa comunidade sempre desenvolveu suas atividades com a normalidade própria de uma coletividade judaica pelo mundo, com níveis de segurança altos, mas com uma vida normal”, afirma a dirigente.

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“Depois dos ataques, os níveis de segurança nas diferentes instituições são mais altos, com medidas extras, como por exemplo a não utilização de uniforme escolar no principal colégio judaico do país no início da guerra.”

Ela diz que, neste momento, já não há mais necessidade dessa precaução.

“Isso se normalizou, e as crianças neste ano novamente vêm com seu uniforme escolar.”

O que mudou, segundo ela, foi a relação com o governo, no poder desde março de 2022, apesar de forças policiais continuarem disponíveis para dar segurança à comunidade.

O esquerdista Gabriel Boric, atual presidente, tem se mostrado avesso a uma aproximação com a comunidade judaica, segundo ela.

“O presidente não recebeu a comunidade judaica, sendo o primeiro no cargo a tomar essa atitude. Por sua postura no atual conflito no Oriente Médio, há uma falta de disposição para atender a convites e pedidos da comunidade.”

Recusa em receber embaixador israelense e crítica ao Irã

Boric, inclusive, se recusou a receber o embaixador israelense e tampouco quis conversar com o presidente do país, Isaac Herzog, segundo ela.

O presidente chileno nega a recusa, sem maiores esclarecimentos em relação a Herzog, que reclamou do fato de Boric não ter dado retorno ao contato do presidente israelense.

O voluntário chileno Rodrigo Gonzales, há alguns meses, afirmou que vários países, como o Chile, a Bolívia, a Colômbia e a Venezuela, têm reféns compatriotas entre os sequestrados pelo Hamas. E não manifestaram preocupação com eles.

“Esses países não têm dado nenhum tipo de suporte para seus cidadãos, é impressionante”, ressalta.

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Mesmo assim, Englander afirma que não desistirá de procurar as autoridades para que a comunidade, que já está inserida na sociedade chilena, não fique desprotegida.

Atos em prol da libertação dos reféns, como o que ocorreu em frente à Suprema Corte, continuarão a ser realizados.

“Temos um trabalho constante com instâncias distintas de governo, abordando as preocupações de nossa comunidade”, acrescenta ela.

“Gostaríamos de uma condenação mais clara do governo a respeito dos incidentes antissemitas em nosso país a partir de 7 de outubro e estamos abertos a nos reunir com o presidente.”

Boric, por sua vez, sinalizou com uma postura mais equilibrada, depois do ataque do Irã a Israel, no último dia 13. Diferentemente do governo brasileiro, ele condenou a ação iraniana, em declaração pelas redes sociais.

“Do Chile, condenamos os ataques por meio de mísseis e drones do Irã contra Israel”, postou Boric.

“As tensões e as crises entre governos, quando conduzem à violência, acabam sempre por ser pagas pelo povo. Defenderemos perante a comunidade internacional e as organizações multilaterais a paz, o respeito pelo direito internacional e os direitos humanos sem ambiguidades.”

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2 comentários
  1. David S
    David S

    O vírus que tomou conta destes trastes, chega a um limite, parece ser incurável.
    E dizem que este estrume, tem um nível intelectual razoável, pelo que demonstra, é um jumento…

  2. JOSE GERALDO VIANA
    JOSE GERALDO VIANA

    Eu que pensava em visitar o Chile… Fica para depois!

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