Manuel Adorni, chefe de gabinete do governo de Javier Milei, criticou os sindicalistas pela greve nacional. Ele classificou a paralisação como “abusiva” e afirmou que iniciativas desse tipo prejudicam a democracia e a liberdade.
Segundo ele, isso ajuda a explicar a rejeição popular aos sindicatos, que teriam “80% de imagem negativa porque o único que fazem é complicar a vida do trabalhador”.
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Adorni deu a declaração nesta quinta-feira, 19, durante entrevista concedida ao canal La Casa Streaming.
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A Argentina amanheceu praticamente paralisada nesta quinta-feira em razão de uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT).
A mobilização ocorre justamente quando a Câmara dos Deputados da Argentina começa a debater a reforma trabalhista encaminhada pelo governo.
Ao comentar as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores durante a greve, Adorni destacou que a adesão ao movimento é forçada, já que “se cortam o meio de transporte e, por mais vontade que o trabalhador tenha, não consegue chegar ao trabalho”.
Para Adorni, a imposição sindical é injustificável e dificulta a rotina de quem depende do transporte para exercer suas funções.
Comparação com governo anterior
Adorni comparou o cenário atual com o governo anterior de Alberto Fernández, mencionando que, apesar da inflação de 200% e do índice de 60% de pobreza, não houve paralisações semelhantes.
Ele questionou as motivações dos sindicatos ao dizer que “as razões para que os sindicalistas se mobilizem são estranhas ou difíceis de entender”.
Dirigindo-se à CGT, o chefe de gabinete acusou a central sindical de impedir que trabalhadores possam exercer seu direito ao trabalho.
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Sobre o diálogo entre governo e sindicatos, Adorni ressaltou que “há momentos em que não há diálogo”.
“Essa gente só quer fazer mal à Argentina”, afirmou Adorni.
O chefe de gabinete estimou o prejuízo econômico causado pela greve em cerca de US$ 600 milhões e lamentou o poder que alguns têm de influenciar a vida de terceiros.
Prejuízos
Além dos trabalhadores, Adorni apontou que a paralisação afetou pessoas com compromissos médicos, cirurgias programadas e provas acadêmicas.
“É uma greve completamente incompreensível’, afirmou. “Há uma parte da sociedade que não está acostumada à democracia.”



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