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Mídia chinesa recruta repórteres para turbinar sua máquina de propaganda

Ex-jornalistas de redes respeitadas, como CNN e BBC, põem de lado a ética e o compromisso com a verdade para trabalharem para a TV estatal da China.

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O brasileiro Paulo Cabral: da BBC para o CGTN | Foto: Reprodução

Ex-jornalistas de redes respeitadas, como CNN e BBC, põem de lado a ética e o compromisso com a verdade para trabalhar para a TV estatal da China

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O brasileiro Paulo Cabral: da BBC para a CGTN | Foto: Reprodução

Como conseguir credibilidade rápida, mesmo que a realidade não seja aquela que se deseja mostrar? A CGTN, rede de televisão estatal do Partido Comunista Chinês (PCC), encontrou uma fórmula no mínimo surpreendente.

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A emissora contratou diversos jornalistas experientes, saídos de concorrentes como a americana CNN e a britânica BBC, e os colocou para fazer propaganda, no lugar de jornalismo.

Exemplo disso, o ex-âncora da CNN Sean Callebs se tornou, desde sua contratação pela CGTN, um ferrenho defensor do país ditatorial.

Ele elogiou as ações do PCC no meio ambiente, apesar de o país responder de modo consistente pela maior parcela mundial de emissões de gases de efeito estufa e poluir desproporcionalmente o ar e a água, por exemplo.

O mesmo aconteceu com a ex-repórter da rede norte-americana Karina Huber. Em seu entusiasmo com os novos patrões, ela levou os espectadores para dentro de sua casa para demonstrar como a grande maioria dos produtos que usava era fabricada na China, sem mencionar como as importações chinesas prejudicaram a vida norte-americana: os brinquedos chineses são feitos com tinta tóxica; os peixes chineses são cancerígenos devido à água poluída do país; o doce chinês foi contaminado com formaldeído; e o drywall chinês é feito com material radioativo.

E até mesmo um brasileiro se deixou cooptar pelos comunistas: ex-corrrespondente da BBC no Brasil, Paulo Cabral agora saúda o país asiático como “uma importante fonte de investimento necessário” para países como o Brasil, concluindo que “a China está tomando o lugar dos Estados Unidos na América Latina”.

Ele também falou abertamente da iniciativa Belt and Road do país, pela qual o PCC adquire participações na infraestrutura e nas indústrias dos países em desenvolvimento por meio de aquisições e investimentos predatórios.

Como conclusão, a CGTN paga a seus profissionais para que abram mão da ética e do compromisso com a verdade e os fatos para que a visão chinesa de mundo se espalhe com mais facilidade, partindo da boca (e dos textos) de quem já sabe como falar com o público ocidental.

Uma estratégia inteligente que pode passar despercebida a quem não prestar atenção à informação recebida.

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11 comentários
  1. HELENARA
    HELENARA

    E quando *exportam* jornalistas para falar bem dos americanos urubus ninguém fala nada. Acho incrível esse pessoal q coloca a culpa de tudo de ruim q acontece no mundo à China. Isso é só cortina de fumaça pra essa extrema direita horrorosa voltar ao cenário político, tipo Trump e Bolsonaro. Mas esse ano, se Deus olhar por nós o Estadunidense já saí abanando aqueles cabelos horrorosos. E não muito tempo depois o nosso Bozo, que no momento tá mais perdido que cusco em tiroteio. E por favor, quem comenta alguma coisa baseado em jornal “Conexão Política” tem mais é q ficar alienado em um quarto 2×2 o resto da vida.

    1. Eliane Alves
      Eliane Alves

      Comentário de esquerdsita. Defensora de comunista .
      #ForaChina #ForaDoria #ForaJornalistasComunistas

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Aqui a China vai gastar dinheiro, tem muito jornalista atrás de uma boquinha. Fora a compra dos canais de TV.

  3. Leila
    Leila

    O mais tem no Brasil é “jornalista” comunista. Nestes casos, o dinheiro paga o escrúpulo e o caráter deles!!
    A NOVA ORDEM MUNDIAL CHINESA: um regime único, pandemias fabricadas em laboratórios e controle da economia. Já anunciaram outro vírus. É mole ou querem mais??

    1. JORENE
      JORENE

      Por aqui nem precisa comprar jornalistas. Eles já fazem curso de aperfeiçoamento chinês em universidades tais quais USP, UFRJ e UNB.

  4. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Serão muitos os jornalistas brasileiros, além do americano verdevaldo, a oficislizarem alguma proposta de trabalho, barata, ao PCC. Prestar desserviço ao BRASIL tem sido rotineiro p repórteres das sucursais chinesas no Brasil, Band, CNN e Globo.
    Reinaldo Azevedo, Eduardo Oinegue e sua trupe, herança do comunista e ateu Boechat, Miriam Leitão, Maynard, Caio Junqueira, Andrea Sadi, Renata é Bonner, todo o povo brasileiro de bem já mapeou esses estúpidos.
    Certamente ñ farão como Maynard, craques como o Coppola, Alexandre García, Lacombe e mais alguns que serão titulares em qq mídia séria do planeta.

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