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Escritórios de grupos antiaborto são atacados nos EUA

Três ataques violentos em diferentes pontos do país esquentaram o debate sobre a revisão das leis de aborto

"Se o aborto não é seguro, vocês também não estão", diz mensagem em ataque a centro pró-vida nos EUA | Foto: Reprodução

Centros de ativismo antiaborto nos EUA foram atacados nos últimos dias, em diferentes pontos do país, em meio ao debate sobre a revisão das leis sobre a questão.

As autoridades de Madison, no Estado norte-americano de Wisconsin, afirmaram que um centro de grupo antiaborto foi atacado no último domingo. Segundo a polícia local, dois coquetéis molotov foram arremessados contra o escritório ativista.

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Durante o ataque ao escritório da Ação Familiar de Wisconsin, vândalos também pintaram paredes com mensagens em tom de ameaça, como: “Se abortos não são seguros, você também não está”.

O símbolo antifascista — um ‘A’ maiúsculo dentro de um círculo — também foi rabiscado na parede, assim como os números 1312, um conhecido código de gangues de rua para as letras ACAB, que significam ‘Todos os policiais são bastardos’.

Ninguém foi preso e, por enquanto, não há suspeitos pelo incêndio, que foi descoberto na manhã de domingo. A Ação Familiar de Wisconsin é uma organização sem fins lucrativos que apoia medidas pró-vida.

O ataque ocorreu poucos dias depois que um documento vazado da Suprema Corte dos EUA revelou que o tribunal pode anular a decisão histórica de 1973, que legalizou o aborto em todo o país. A Corte confirmou a veracidade do documento.

Se a Suprema Corte tomar a decisão que consta no documento preliminar sobre o aborto, haverá disputas em cada Estado e no Congresso para determinar quais as condições em que a interrupção da gravidez vai ser permitida nos EUA.

Outros ataques nos EUA

Outros incidentes semelhantes foram registrados nos Estados Unidos nos últimos dias. Um deles aconteceu em Keizer, no Estado do Oregon. A entidade conhecida como Oregon Direito à Vida anunciou em nota que foi atacada no domingo, com o prédio incendiado.

Já na quarta-feira da última semana, uma entidade de Frederick, no Estado de Maryland, foi vandalizada. A direção da CareNet compartilhou imagens de pichações nas paredes de seu escritório, com mensagens como: “O aborto é um direito”.

Ataque a centro pró-vida em Frederick, Maryland | Foto: CareNet/Divulgação

Casa Branca se manifesta

A repetição de casos violentos envolvendo centros de defesa da gravidez e contra o aborto fez a Casa Branca se manifestar na última segunda-feira, 9. O governo dos EUA condenou os atos, referindo-se especificamente ao ataque em Madison.

“O presidente Joe Biden condena veementemente esse ataque e violência política de qualquer tipo”, disse a Casa Branca, em comunicado. “O presidente deixou claro ao longo de seu tempo na vida pública que os norte-americanos têm o direito fundamental de se expressar sob a Constituição, qualquer que seja seu ponto de vista. Mas essa expressão deve ser pacífica e livre de violência, vandalismo ou tentativas de intimidação.”

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