Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, renunciou ao cargo neste domingo, 8, em meio a uma crise política desencadeada pelo escândalo envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos.
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McSweeney deixou o cargo depois de assumir “total responsabilidade” por sua recomendação que colocou Mandelson no posto diplomático. O embaixador britânico nos EUA tinha conexões próximas com Jeffrey Epstein. O bilionário foi acusado de comandar rede de tráfico sexual envolvendo menores de idade e morreu em 2019, depois de ficar um mês preso.

Documentos publicados recentemente pelo Departamento de Justiça dos EUA relataram que Mandelson teria mantido contato com Epstein e até compartilhado informações confidenciais, reacendendo críticas à decisão que já havia gerado controvérsia e culminado na sua demissão em setembro de 2025.
Em seu comunicado de despedida, McSweeney declarou que orientar Starmer a nomear Mandelson foi um erro: “A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada”. “Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na própria política.”
McSweeney, 48 anos, foi considerado peça central na ascensão de Starmer ao poder e gosto de crédito por seu papel na vitória eleitoral de 2024. Sua saída, porém, ocorre em um momento de desgaste da liderança trabalhista, com críticos dentro e fora do partido levantando dúvidas acerca do julgamento político de Starmer e sua estratégia de liderança.
Relação do embaixador no caso Epstein
Os arquivos divulgados no fim de janeiro, parte de uma extensa série de documentos relacionados ao caso Epstein, relataram indícios de que Mandelson poderia ter repassado dados confidenciais do governo britânico ao financista enquanto era secretário de Negócios e Comércio, durante a crise financeira global em 2009-2010.
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A repercussão foi intensa. Depois de ser demitido do cargo de embaixador em Washington, Mandelson deixou também o Labour Party e renunciou à sua posição na Câmara dos Lordes, elevado ao posto vitalício, em meio às pressões políticas crescentes.
A liderança dos trabalhistas rapidamente se viu em dificuldades para conter a crise. Estimativas de pesquisa indicam que a impopularidade de Starmer cresceu nas últimas semanas, com a legenda perdendo fôlego nas intenções de voto locais, e o partido rival Reform UK aparecendo na dianteira em levantamentos recentes.
Reações e futuro político
Depois da renúncia de McSweeney, Starmer expressou agradecimento ao ex-chefe de gabinete, destacando sua importância para os êxitos eleitorais. No entanto, a decisão não aliviou a pressão interna e externa.
Líderes de oposição exigiram que o premiê também respondesse pela sua própria condução do caso, argumentando que a responsabilidade final pela nomeação recai sobre ele. A movimentação coloca o premiê em uma posição vulnerável, com seu futuro político sendo amplamente debatido nos bastidores da política britânica.






































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