O risco de paralisação do governo dos Estados Unidos se confirmou na noite desta terça-feira, 30, com a rejeição do Senado ao projeto de financiamento da máquina estatal que o Partido Republicano propôs. A medida visava à manutenção de órgãos federais até 21 de novembro. Dessa forma, sem o aval dos democratas, a Casa Branca informou, por meio do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, da sigla em inglês), que os recursos federais expiraram às 23h59.
A administração norte-americana ressaltou que a paralisação ocorre por decisão da oposição ao presidente Donald Trump. “Infelizmente, os senadores democratas estão bloqueando a aprovação”, afirmou o OMB. “Devido às demandas políticas insanas dos democratas, que incluem US$ 1 trilhão em novos gastos.”
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A quantia trilionária é referente à proposta que o Partido Democrata no Senado dos EUA sugeriu para evitar a paralisação dos serviços públicos federais. Para aprovarem a proposta dos republicanos, os democratas queriam do governo o aumento de US$ 1 trilhão em gastos públicos na área da saúde. Condição que os aliados de Trump rejeitaram.
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O texto ainda destacou que Trump apoia a proposta do Partido Republicano, que recebeu o nome de Resolução Contínua (RC). De acordo com a Casa Branca, os republicanos buscavam estender o orçamento por sete semanas enquanto os parlamentares negociam o Orçamento do ano fiscal de 2026, que tem início nesta quarta-feira, 1º. Conforme o OMB, a rejeição dos democratas obriga as agências a iniciarem seus protocolos de paralisação.
O impasse orçamentário

O impasse entre os partidos não permite prever por quanto tempo a paralisação deve durar. A Casa Branca orientou que os funcionários compareçam normalmente ao próximo turno para realizar tarefas referentes à suspensão dos serviços, enquanto aguardam uma nova deliberação.
O Senado dos EUA rejeitou a RC republicana na noite de terça-feira 30. O placar da votação foi de 55 favoráveis e 45 contrários — a reprovação se deu porque, nesse caso, eram necessários 60 votos a favor. Três senadores democratas apoiaram os republicanos. Por outro lado, o senador Rand Paul, do Partido Republicano do Kentucky, votou contra à proposta do próprio partido — e que tinha aval de Trump.
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Sob a liderança do senador Chuck Schumer, do Partido Democrata de Nova York, os democratas mantiveram oposição ao texto dos republicanos. Além disso, tentaram avançar com um projeto alternativo, mas sem sucesso.
Atualmente, o Partido Republicano, de Trump, conta com 55 senadores. O Partido Democrata tem 45 cadeiras. Por fim, dois senadores são independentes.
Negociações entre democratas e republicanos

Depois da derrota na votação, o líder da maioria no Senado, John Thune, do Partido Republicano da Dakota do Sul, lamentou a postura dos democratas. Ele, no entanto, demonstrou estar aberto a conversar e, consequentemente, fazer alguns dos senadores votarem a favor da RC.
“Basta que um punhado de democratas se junte aos republicanos para aprovar o projeto de lei de financiamento limpo e apartidário que temos diante de nós”, disse Thune, que adiantou que novas votações sobre o projeto devem ocorrer nos próximos dias. “Espero, realmente espero que alguns deles se juntem a nós para reabrir o governo, retomar o trabalho bipartidário de dotações e voltar aos negócios do povo norte-americano.”
Indagado sobre garantir o bloqueio da RC republicana, Schumer insistiu na ampliação de gastos com saúde. “Olha, a questão principal é, como eu disse, nossa garantia ao povo norte-americano é que lutaremos o máximo que pudermos por sua assistência médica”, disse o senador democrata. “Simples e claro.”
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A proposta alternativa dos democratas manteria o governo dos EUA aberto até 31 de outubro. O projeto incluía mudanças consideradas partidárias pelos republicanos, como a reversão de cortes em serviço de saúde e a restauração dos recursos às redes públicas de rádio e televisão. No início de seu atual governo, Trump cortou investimentos na imprensa estatal.
O que a Casa Branca pode fazer

Durante a paralisação do governo federal, a administração Trump pode decidir quais serviços continuam. Estima-se, nesse sentido, a permanência somente dos serviços considerados essenciais, como as Forças Armadas e o serviço de imigração.
Milhares de servidores devem ser afastados já a partir desta quarta-feira ou terão de trabalhar sem receber até a aprovação de novo orçamento. Alguns funcionários podem perder os empregos, já que o diretor-geral do OMB, Russ Vought, orientou os órgãos a prepararem planos de demissão em massa.
A decisão ocorre depois de reunião entre líderes democratas, republicanos e o presidente Trump na Casa Branca, que terminou sem consenso sobre o financiamento federal. O impasse segue sem previsão de resolução.
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Uma frase de João figueiredo, quando se tornou presidente, sobre os políticos, depois de enxergar, como militar a política. “E O BRASIL???” A resposta: “O Brasil?? Ahhh, presidente..?”
Serve pra qualquer nação DO MUNDO. Políticos!!! E pensar que, nem sabemos se realmente os colocamos ali.