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Câmara dos EUA aprova divulgação de arquivos do caso Epstein

Projeto une democratas e republicanos; único voto contrário cita risco de exposição de inocentes

Votação na Câmara dos Representantes dos EUA | Foto: Reprodução/Twitter/X
Votação na Câmara dos Representantes dos EUA | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por ampla maioria, um projeto que obriga o Departamento de Justiça (DOJ) a divulgar arquivos sobre o caso Jeffrey Epstein. O financista foi condenado por crimes sexuais. Ele morreu na prisão em 2019. A proposta passou por 427 votos a 1, depois de meses de pressão de parlamentares dos dois partidos.

O projeto teve a liderança dos deputados Thomas Massie (Republicano–Kentucky) e Ro Khanna (Democrata–Califórnia). Sobreviventes de Epstein acompanharam a votação no plenário e comemoraram a aprovação.

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Câmara: parlamentar critica texto do projeto

O único parlamentar a votar contra o texto foi Clay Higgins (Republicano–Luisiana). Depois da votação, o deputado publicou uma nota dizendo que o projeto, “como está redigido”, pode expor “milhares de pessoas inocentes”, incluindo testemunhas, familiares e pessoas citadas nos autos, sem relação direta com crimes.

“Se aprovado dessa forma, a divulgação ampla de arquivos de investigações criminais a uma mídia ávida resultará em danos irreparáveis a inocentes. Não com meu voto”, declarou Higgins. Ele afirmou do mesmo modo que apoiará a proposta se o Senado incluir proteções específicas para vítimas e terceiros mencionados nos documentos.

Leia também: “Homens fortes”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 296 da Revista Oeste

Lideranças do Partido Republicano manifestaram preocupação com a falta de salvaguardas para vítimas, testemunhas e agentes públicos. Mesmo assim, quase todos os republicanos votaram a favor, em meio à forte pressão por transparência e ao aval público do presidente Donald Trump à legislação.

O presidente da Câmara, Mike Johnson (Republicano–Luisiana), reconheceu os riscos, mas confirmou seu voto favorável. “Se as pessoas acreditarem que o Congresso pode expor suas identidades por conveniência política, quem vai procurar promotores? Quem vai denunciar abusos? Isso é perigoso”. Johnson alertou principalmente para o risco de exposição de agentes infiltrados.

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