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Brasil volta a criticar Israel, apesar de riscos com ações terroristas

Em nota conjunta com a Espanha, governo Lula cobra liberação de passageiros; bloqueio denuncia transporte de drogas

Ativistas pró-Hamas protestam contra bloqueio naval de Israel | Foto: Reprodução/X
Ativistas pró-Hamas protestam contra bloqueio naval de Israel | Foto: Reprodução/X

Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram nesta sexta-feira, 1º, uma nota conjunta em que condenam a interceptação de embarcações da chamada flotilha Global Sumud por forças de Israel em águas internacionais, nas proximidades da Grécia.

No comunicado, os dois países classificam a operação como ilegal e afirmam que houve retenção de cidadãos brasileiro e espanhol, não liberados depois do desembarque de passageiros e tripulantes na ilha de Creta. 

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Israel aponta violações e detém ativistas

O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, informou que 175 ativistas foram presos durante a operação. Segundo o jornal The Times of Israel, a Marinha interceptou 21 das 58 embarcações que compunham a flotilha.

De acordo com autoridades israelenses, os barcos seguiam em direção à Faixa de Gaza em violação ao bloqueio naval imposto à região. Um oficial da Marinha orientou que a ajuda fosse redirecionada para o porto de Ashdod, onde poderia passar por inspeção antes de eventual envio ao território palestino.

Leia também: “Formando terroristas”, reportagem publicada na Edição 320 da Revista Oeste

Parte dos ativistas recusou a orientação e manteve o trajeto, o que levou à interceptação. Israel indicou que outras embarcações também poderão ser abordadas caso prossigam rumo ao enclave. O governo israelense divulgou imagens nas quais afirma ter encontrado itens como “preservativos e drogas” em uma das embarcações. 

A organização Global Sumud afirmou que militares israelenses teriam danificado sistemas de navegação de embarcações, deixando civis em situação de risco em alto-mar. As acusações não foram confirmadas de forma independente.

Brasil e a infiltraão do Hamas

A reação do governo brasileiro se insere em um contexto mais amplo no Oriente Médio. Analistas e setores políticos apontam que iniciativas como a flotilha desafiam diretamente o bloqueio naval israelense, considerado pelo país uma medida de segurança contra ações infiltradas do grupo terrorista Hamas.

Israel sustenta que o bloqueio busca impedir o envio de armamentos a grupos como o Hamas, classificado como organização terrorista por diversos países. Já os organizadores da flotilha afirmam que a missão tem caráter humanitário e visa levar ajuda à população da Faixa de Gaza.

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