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Brasil pode sofrer sanções por comprar petróleo da Rússia, diz senador dos EUA

Donald Trump estaria preparando uma ofensiva contra os países que sustentam financeiramente o governo de Vladimir Putin

Brasil pode sofrer sanções por manter relações com a Rússia, diz senador dos EUA
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante jantar oferecido pelo Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, no Grande Palácio do Kremlin, Rússia (8/5/2025) | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O senador republicano Lindsey Graham, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, fez um alerta ao Brasil, à Índia e à China por manterem relações comerciais com a Rússia em meio à guerra na Ucrânia. Em entrevista neste domingo, 13, Graham afirmou que o Congresso está prestes a aprovar “o pacote de sanções mais relevante da história do país”.

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As medidas poderão atingir diretamente os países que continuam comprando petróleo russo. “China, Índia e Brasil, vocês estão prestes a ser machucados, se continuarem ajudando Putin”, afirmou Graham à emissora norte-americana CBS.

“Os grandes ofensores aqui são a China, a Índia e o Brasil”, disse o senador. “A Índia compra o óleo da Rússia, barato, e o vende de novo. Isso é desprezível.” O pacote vai pressionar os países que sustentam economicamente o governo de Vladimir Putin a escolherem entre manter relações com os EUA ou continuar ajudando Moscou.

Graham disse ter conversado com Trump na semana anterior. O presidente afirmou ser “hora de agir” e que a única forma de acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia é pressionar os apoiadores de Putin, ao fazê-los escolher entre a economia dos EUA e ajudar o lider russo.

Governo Lula se alia publicamente à Rússia

O Brasil não aderiu às sanções impostas pelo Ocidente à Rússia e tem ampliado a importação de combustíveis do país nos últimos anos. Além disso, o presidente Lula tem se mostrado amigável a Putin. 

O petista foi a Moscou no primeiro semestre, para uma sequência de festividades em comemoração à vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Mais recentemente, durante a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, os perfis oficiais do governo brasileiro nas redes sociais publicaram uma imagem que sinalizava parte do território ucraniano como sendo pertencente à Rússia

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