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Black Lives Matter diz que 'oprimidos têm direito à violência'

Movimento se manifestou depois de assassinato de refugiada ucraniana nos EUA

Black Lives Matter
Movimento Black Lives Matter | Foto/Reprodução/Flickr

A conta oficial do Black Lives Matter no Instagram compartilhou um vídeo nesta terça-feira, 9, que afirma que “pessoas oprimidas têm direito à violência”. A publicação ocorreu horas depois da divulgação do assassinato da refugiada Iryna Zarutska em um trem em Charlotte, na Carolina do Norte, pelas mãos de Decarlos Brown Jr., homem com histórico de 14 prisões anteriores.

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A postagem do movimento compartilha uma publicação do perfil de cinema Movies of Colour. No vídeo, a atriz negra Florynce Kennedy interpreta: “Temos direito à violência, todas as pessoas oprimidas têm direito à violência, é como o direito de urinar”.

O trecho provém do filme Born in Flames (1983), dirigido por Lizzie Borden. A obra, descrita como “ficção científica feminista radical”, é ambientada em um futuro distópico no qual o governo dos Estados Unidos afirma ter alcançado a igualdade por meio do socialismo.

Entenda o caso

O assassinato ocorreu em um vagão do sistema de trem da cidade. Imagens de câmeras de segurança mostram a entrada de Iryna no trem por volta das 21h46. Minutos depois, o suspeito sacou um canivete e a golpeou três vezes no pescoço. Ele desembarcou dois minutos depois, foi preso na plataforma e a vítima foi declarada morta no local.

Brown tinha 14 antecedentes criminais por roubo com uso de arma, invasão de domicílio e furto. Também havia sido internado por esquizofrenia e enfrentava problemas de saúde mental desde então.

Além da acusação por homicídio doloso qualificado (primeiro grau), Brown responde a uma acusação federal com base na lei que criminaliza morte em sistema de transporte público — que pode resultar em pena de morte ou prisão perpétua.

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Black Lives Matter

O Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português) é um movimento surgido nos Estados Unidos em 2013, depois da absolvição de George Zimmerman, acusado pela morte do adolescente negro Trayvon Martin. A expressão começou como uma hashtag nas redes sociais e se transformou em rede de ativismo.

O movimento ganhou maior repercussão em 2020, depois da morte de George Floyd durante abordagem policial em Minneapolis. A partir desse caso, manifestações ligadas ao BLM ocorreram em diversos países, geralmente descentralizadas, sem liderança única formal.

O BLM atua contra práticas consideradas racistas pelo movimento, com foco em violência policial e desigualdades no sistema de justiça. Hoje, o grupo é identificado como um dos principais movimentos sociais recentes relacionados a pautas raciais no mundo.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Afirmativa inconsequente, e bestial. Como um ser humano pode expressar tal insanidade.

  2. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Pena de morte para esse psicopata assassino de mulheres !

  3. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    São a desgraça do mundo atual. Ativistas insanos e bestas psicopatas

  4. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    O autor da postagem também deveria ser preso e condenado.

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