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Biden quer silenciar os críticos do ambientalismo

Segundo a conselheira nacional de clima da Casa Branca, Gina McCarthy, o debate sobre o aquecimento global é ‘perigoso’

Joe Biden
Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Os “progressistas” norte-americanos exigiram primeiro que as plataformas de mídia social silenciassem os críticos do alarmismo climático. Agora, a conselheira nacional de clima da Casa Branca, Gina McCarthy, quer que os gigantes de tecnologia censurem o conteúdo sobre os custos políticos e econômicos de uma transição de energia verde.

Alguns anos atrás, o Facebook recrutou “checadores de fatos” terceirizados para “revisar” notícias sobre o clima. Mas isso não satisfez os senadores democratas, que uivavam sobre uma “brecha” para os artigos de opinião. O Facebook, então, os incluiu na lista dos “checadores”.

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“Agora, os ‘progressistas’ estão passando para a fase dois da censura, que visa a encerrar o debate sobre as ‘soluções’ climáticas”, mostra editorial publicado na segunda-feira 13 pelo The Wall Street Journal.

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Em entrevista ao portal Axios, McCarthy disse que, agora, a questão não tem a ver com negar ou afirmar o problema. “O que a indústria está fazendo é semear dúvidas sobre os custos associados à energia verde”, observou. Ela também citou a queda de energia que ocorreu durante uma semana inteira no Texas, em fevereiro de 2021. “A primeira coisa que lemos no jornal foi que os apagões ocorreram por causa das turbinas eólicas”, disse a conselheira da Casa Branca. “Isso se tornou um mantra.” Na verdade, a maioria da imprensa culpou as mudanças climáticas e os combustíveis fósseis.

Reportagens publicadas no The Wall Street Journal mostram que a energia eólica despencou quando as temperaturas caíram e as turbinas congelaram. As usinas a gás não conseguiram compensar a falta de vento, apesar de funcionarem a todo vapor. “McCarthy não quer admitir a verdade inconveniente de que as fontes de energia renováveis estão tornando a rede cada vez menos confiável”, diz o periódico.

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Ao comparar as empresas de combustíveis fósseis com a indústria de tabaco, McCarthy reclamou que um “dinheiro sujo” está sendo usado para “enganar” o público sobre “os benefícios” da energia limpa. “Precisamos da participação das empresas de tecnologia”, advertiu a conselheira da Casa Branca. “Destacar os custos da energia verde é perigoso, porque temos de agir rápido.”

Na prática, o plano de Washington estabelece que apenas mostrar as limitações técnicas das baterias de íons de lítio pode ser considerado “desinformação”. Perguntada se a desinformação climática representava uma ameaça à saúde pública, McCarthy respondeu: “Absolutamente”.

Estudiosos conservadores argumentam que as grandes empresas de tecnologia podem ser processadas por violar o direito de opinião dos usuários, respaldado pela Primeira Emenda, quando decidem censurar publicações.

Leia mais: “Globalistas assanhados com Biden”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 43 da Revista Oeste

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