Uma manifestante pró-palestina vandalizou nesta quinta-feira, 8, um retrato centenário na Universidade de Cambridge (Reino Unido).
O quadro destruído era uma pintura do Lord Balfour, ex-primeiro-ministro britânico, autor da Declaração Balfour — documento em que os ingleses se comprometeram a criar um lar para o povo judaico.
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O ato de vandalismo foi capturado e divulgado pelo perfil Palestine Action na plataforma Twitter/X. O grupo responsável por divulgar o vídeo abertamente se intitula “uma rede de pessoas focadas em desmantelar a cumplicidade britânica com o apartheid israelita”.
Na gravação, é possível ver a manifestante usando uma lata de spray vermelha para destruir a obra. Além da tinta, a menina picotou a tela em vários pedaços.
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A publicação viralizou na manhã desta sexta-feira e já alcançou mais de 3 milhões de visualizações. “Palestine Action pulveriza e corta uma pintura histórica de Lord Balfour em Trinity College”, diz o tuíte. “Escrita em 1917, a Declaração de Balfour começou uma limpeza étnica da Palestina quando garantiram a Terra Prometida.”
Nenhum responsável pelo crime foi preso até o momento.
O que é a Declaração Balfour?
A Declaração Balfour é uma carta assinada pelo ex-secretário britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, ao líder da comunidade judaica no Reino Unido, Barão Rothschild.
O texto apresentava a intenção da Inglaterra em facilitar o estabelecimento do Lar Nacional Judeu na Palestina. O movimento, no entanto, estava condicionado à vitória britânica contra o Império Otomano — que dominava a região.
“O governo de sua majestade encara favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional para o Povo Judeu”, diz a carta. “E empregará todos os seus esforços no sentido de facilitar a realização desse objetivo.”
A Declaração de Balfour foi posteriormente integrada ao Tratado de Sèvres — acordo de paz assinado entre os aliados e o Império Otomano. Além disso, foi vinculada ao documento que estabeleceu o Mandato Britânico da Palestina.
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Gabriel de Souza é estagiário da Revista Oeste em São Paulo. Sob supervisão de Anderson Scardoelli






































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