Um avião da Embraer usado pelo ministro de Mineração da República Democrática do Congo pegou fogo nesta segunda-feira, 17 de novembro, depois de pousar no Aeroporto de Kolwezi, na província de Lualaba. Ninguém se feriu. Os 20 ocupantes conseguiram deixar a aeronave, um modelo ERJ-145, antes de as chamas consumirem a fuselagem.
O avião partiu de Kinshasa, capital do país, e levava o ministro Louis Kabamba para inspecionar o colapso de uma mina de cobre em Kawama, onde ao menos 32 pessoas morreram no sábado 15 de novembro.
Ministro visitava mina de cobre
Segundo a agência estatal Saemape, o desabamento começou depois de militares responsáveis pela segurança efetuarem disparos, o que provocou pânico e a queda de uma ponte onde trabalhadores se aglomeraram.
O ministro do Interior da província, Roy Kaumba, confirmou as 32 mortes. O porta-voz das Forças Armadas não respondeu aos pedidos de comentário da imprensa.
Acidentes em minas artesanais são frequentes no Congo, onde entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas dependem diretamente da atividade e mais de 10 milhões de forma indireta, em meio à falta de regulamentação e de equipamentos de segurança.
Características do avião da Embraer que pegou fogo no Congo

O Embraer ERJ-145 é um jato regional brasileiro com capacidade para até 50 passageiros. O modelo tem 29,87 metros de comprimento e 20,04 metros de envergadura. O modelo realizou seu voo inaugural em 11 de agosto de 1995 e foi entregue pela primeira vez em 6 de abril de 1997.
É equipado com dois motores turbofan Rolls-Royce AE 3007, usados por companhias aéreas do mundo inteiro em rotas curtas e médias. O avião atinge velocidade de cruzeiro próxima de 830 km/h e pode voar até cerca de 2.873 km na versão de maior alcance (LR).
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