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Autópsia do ator Gene Hackman fica pronta, 2 meses depois da morte

Ele e a mulher foram encontrados mortos em casa; os corpos já mostravam sinais de decomposição

Gene Hackman e Betsy
Gene Hackman e sua mulher foram encontrados mortos em 26 de fevereiro | Foto: Reprodução/Flickr

Dois meses depois da morte do ator Gene Hackman e de sua mulher, Betsy Arakawa, o laudo oficial da autópsia finalmente ficou pronto. De acordo com o documento, o ator ganhador do Oscar tinha um “histórico de insuficiência cardíaca congestiva”, além de “alterações hipertensivas crônicas graves nos rins”.

O relatório do Escritório do Investigador Médico do Estado norte-americano do Novo México, mostra que Hackman teve um marcapasso biventricular implantado em abril de 2019. A autópsia também identificou características neurodegenerativas relacionadas à doença de Alzheimer, conforme publicado pelo site da emissora Fox News neste domingo, 27.

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“A autópsia revelou doença cardiovascular aterosclerótica e hipertensiva grave, com colocação de stents em artérias coronárias e um enxerto de ponte de safena, bem como uma substituição prévia da válvula aórtica”, apontam os documentos.

Cena de “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas”, que deu o Oscar ao ator Gene Hackman | Foto: Divulgação/Warner

Hackman testou negativo para hantavírus. “O teste para monóxido de carbono mostrou saturação inferior a 5%, o que está dentro da faixa normal”, diz o médico legista.

Um relatório toxicológico encontrou vestígios de acetona no sistema de Hackman no momento de sua morte. O solvente usado para produtos químicos “também é um produto da cetoacidose induzida por diabetes ou jejum, assim como um metabólito resultante da ingestão de isopropanol”, segundo o relatório.

O teste toxicológico de Hackman mostrou níveis de acetona em 5,3 mg/dL, enquanto os níveis endógenos normais de acetona no sangue são de até 0,3 mg/dL. A descoberta é consistente com um período prolongado de jejum.

Gene Hackman e a mulher foram encontrados já em decomposição

Os corpos de Hackman e Betsy foram encontrados em 26 de fevereiro, por Jesse Kesler e Roland Lowe Begay, funcionários de manutenção. Kesler, que trabalhava como contratado pessoal do casal há 16 anos, ligou rapidamente para o 911.

Um mandado de busca obtido pela Fox News revela que Betsy foi encontrada em estado de decomposição, com inchaço no rosto e mumificação nas mãos e pés. Hackman apresentava os mesmos sinais de decomposição que a mulher. Ele tinha 95 anos e ela, 63. 

Detectives inicialmente descreveram as mortes do casal como “suficientemente suspeitas para exigir uma busca e investigação minuciosas”, segundo o mandado de busca. As autoridades do Novo México abriram uma investigação criminal sobre as mortes e confirmaram que não havia sinais de trauma externo em Hackman ou Betsy.

Gene Hackman é encontrado morto ao lado da mulher dentro de casa, nos EUA
Gene Hackman no papel de Lex Luthor, o vilão dos filmes “Superman” nos anos 1980 | Foto: Divulgação/Warner

Através de uma busca no computador da mulher, os investigadores descobriram que ela havia pesquisado sobre covid-19 e sintomas gripais várias vezes antes de morrer. 

Os investigadores recuperaram um e-mail enviado por Betsy a sua massoterapeuta em 11 de fevereiro. Ela dizia que o marido tinha feito um “teste de covid” depois de apresentar “sintomas semelhantes aos de gripe ou resfriado”.

Antes do e-mail, Betsy havia pesquisado por “covid” pelo menos quatro vezes entre 8 e 11 de fevereiro, antes de buscar atendimento médico, de acordo com os documentos.

“Esses dados sugerem que Betsy estava ativamente pesquisando condições médicas relacionadas à covid-19 e a sintomas gripais nos dias que antecederam sua morte”, diz o relatório.

Betsy morreu devido à síndrome pulmonar por hantavírus, que é transmitido de animais para humanos e comumente encontrada em roedores, confirmou o Departamento de Saúde do Novo México.

O hantavírus é caracterizado por “sintomas semelhantes aos da gripe, consistindo em febre, dores musculares, tosse, às vezes vômito e diarreia, que podem evoluir para falta de ar e insuficiência cardíaca e pulmonar”, explicou a médica legista Heather Jarrell, durante uma coletiva de imprensa no mês passado.

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