Autoridades policiais da Austrália concluíram nesta segunda-feira, 29, as investigações sobre o ataque contra judeus na praia de Bondi, em Sydney, no qual 15 pessoas que participavam da cerimônia judaica do Chanucá foram assassinadas.
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Para os investigadores, trata-se de um ato isolado, que envolveu apenas os terroristas Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24 anos, pai e filho. Não houve participação de grupos terroristas organizados.
O atentado ocorreu em 14 de dezembro. Os dois abriram fogo contra os judeus. O massacre não foi maior porque um homem que passava pelo local conseguiu desarmar Naveed. Ele foi hospitalizado depois do atentado e, ao sair do coma, foi indiciado por 59 crimes, incluindo homicídio, terrorismo e uso de explosivos. Sajid foi abatido pela polícia no local.
Investigação descarta conexão com grupos extremistas
Embora autoridades inicialmente suspeitassem de inspiração pelo Estado Islâmico, devido a bandeiras encontradas no veículo dos suspeitos e a uma viagem recente às Filipinas, as investigações não indicam envolvimento com treinamento formal ou orientação de terceiros durante a estadia em Mindanao.
A comissária da Polícia Federal da Austrália, Krissy Barrett, disse à imprensa que “não há evidências que sugiram que esses autores fizessem parte de uma célula terrorista mais ampla ou que tenham sido orientados por outras pessoas a realizar o ataque”.
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Barrett também informou que essa análise ainda é preliminar e que equipes da Austrália e das Filipinas seguem apurando detalhes do caso. Ela acrescentou: “Não estou sugerindo que eles estavam lá a turismo”, referindo-se à viagem feita pelos atiradores.
O diretor-geral da inteligência australiana (ASIO), Mike Burgess, declarou que as investigações continuam e não há sinal de outros envolvidos, mantendo o nível de ameaça terrorista no país como “provável”: “Não vejo isso mudando nesse estágio. Provável significa que há 50% de chance de um ato terrorista.”
Detalhes do ataque contra judeus na Austrália
As vítimas dos dois terroristas tinham entre 10 e 87 anos; a mais nova, uma menina, não resistiu aos ferimentos depois da hospitalização. Um rabino britânico e um cidadão israelense estão entre os mortos.
Durante a ação, um vendedor de frutas de 43 anos conseguiu desarmar um dos atiradores, mesmo depois de ser baleado no braço e na mão. Segundo parentes, ele se recupera bem no hospital. Imagens do momento mostram o esforço do homem para impedir mais vítimas.
Segundo relatos da polícia de Nova Gales do Sul, o evento foi classificado como incidente terrorista pelo comissário Mal Lanyon. O primeiro-ministro do estado, Chris Minns, afirmou que “o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney, no primeiro dia do Chanucá”.
Autoridades informaram ainda que 40 pessoas receberam atendimento em hospitais locais, incluindo dois policiais que permanecem em estado grave. Também foi removido do local um objeto suspeito de ser artefato explosivo, isolando a área para análise de especialistas.
Repercussão internacional
O atentado terrorista contra judeus comoveu o mundo, e liderança pediram providência contra o antissemitismo, que cresceu depois que o Hamas fez o pior ataque terrorista da história de Israel em 7 de outubro de 2023.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “o antissemitismo não tem lugar neste mundo”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou o episódio “um ataque hediondo e mortal”.
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O presidente israelense, Isaac Herzog, qualificou o ato como “cruel contra os judeus”, enquanto o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de fomentar o antissemitismo ao reconhecer o Estado palestino. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, classificou o tiroteio como “repugnante”.
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Normalizaram o que é inadimissível ! Que loucura . Vidas valem nada …