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Ataque derrubou avião da Embraer no Cazaquistão, reforça novo relatório

Um ano depois do acidente, relatório diz que aeronave brasileira foi alvo de fragmentos metálicos

Um ano depois, governo cazaque afirma que a investigação segue em andamento | Foto: Reprodução/X
Um ano depois, governo cazaque afirma que a investigação segue em andamento | Foto: Reprodução/X

No primeiro aniversário da queda do Embraer 190 da Azerbaijan Airlines, o governo do Cazaquistão divulgou um novo relatório provisório. O documento reforça a principal hipótese anterior. A de que o avião caiu em razão de ataques externos compatíveis com fragmentos metálicos. O impacto de um foguete ou de um míssil provocou desse modo a perda de controle da aeronave e a queda, atesta a perícia.

O acidente ocorreu em 25 de dezembro de 2024. O voo J2-8243, que seguia de Baku, no Azerbaijão, para Grozny, na Rússia, caiu nas proximidades da cidade de Aktau, às margens do Mar Cáspio. A tragédia matou 38 dos 67 ocupantes, incluindo passageiros e tripulantes. O episódio marcou um dos momentos mais graves da aviação regional nos últimos anos.

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Embraer: danos compatíveis com ataque militar

Conforme o relatório do Ministério dos Transportes cazaque, os danos que a perícia analisou na fuselagem, asas e sistemas da aeronave indicam que o jato recebeu externamente o impacto de diversos objetos em alta velocidade. O estudo descartou a existência de falha estrutural ou erro operacional como causa inicial do acidente. 

A comissão de investigação afirma que não encontrou vestígios de explosivos dentro da aeronave. Da mesma forma, como dinâmica de exclusão, os impactos demonstram incompatibilidade com uma eventual colisão com aves ou detritos comuns.

Leia também: “Alertas não faltaram”, reportagem publicada na Edição 301 da Revista Oeste

Os investigadores analisaram dados dos gravadores de voo, comunicações da cabine, registros de controle de tráfego aéreo e condições meteorológicas. A conclusão preliminar é de que a aeronave estava tecnicamente apta para voo até o momento em que sofreu os danos externos.

Apesar do avanço, o relatório ainda não aponta a origem dos fragmentos que atingiram o avião. Assim, segue aberta a apuração sobre um possível envolvimento de sistemas de defesa aérea ou armamento militar na região. Um ano depois do desastre, autoridades e familiares das vítimas realizaram cerimônias de homenagem no Azerbaijão e no Cazaquistão. 

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