Desde a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, artistas venezuelanos vêm se manifestando publicamente sobre a queda do regime chavista.
As reações, publicadas sobretudo nas redes sociais, misturam alívio, celebração e cautela quanto aos próximos passos do país, depois de mais de uma década sob o comando de Maduro.
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Intérprete das personagens Paola e Paulina Bracho na novela A Usurpadora, Gabriela Spanic celebrou a prisão de Maduro com um vídeo emocionado. Na gravação, a atriz agradeceu a Deus pela “liberdade da Venezuela”. Em publicação no X, Spanic afirmou que não é necessário ter filiação partidária para desejar um país livre. “A liberdade é um valor humano, não um rótulo ideológico”, escreveu.
A atriz também mencionou o sofrimento da população venezuelana diante da censura, da repressão, da crise econômica e da escassez de itens básicos.
Outro artista a se manifestar foi o cantor Danny Ocean, que se apresentou na cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, no final de 2025. Ocean compartilhou um vídeo de Edmundo González Urrutia, candidato da oposição nas eleições presidenciais de 2024, pedindo reconhecimento internacional como presidente legítimo da Venezuela.
Para Ocean, a queda de Maduro representa “um passo importante, mas ainda insuficiente”. O cantor ressaltou a urgência da libertação de presos políticos no país e cobrou das Forças Armadas o cumprimento do “mandato soberano” das eleições presidenciais
Já a cantora Elena Rose, que colaborou com Ocean na música Caracas en el 2000, classificou o momento vivido pela Venezuela como uma “guerra espiritual”. Segundo a artista, a população precisa “permanecer na luz” durante o período de transição.
Na mesma linha, o rapper Akapellah afirmou que a Venezuela entra em uma fase decisiva. “Um tempo de transição está chegando”, escreveu, no Instagram. “Não sabemos quão difícil será, mas todos sabíamos que precisávamos disso.”
Maduro capturado pelos EUA
A prisão de Nicolás Maduro foi realizada em uma megaoperação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas, capital da Venezuela, durante a madrugada do último sábado, 3.
Junto de sua mulher, Cilia Maduro, o ditador venezuelano foi levado pelas autoridades norte-americanas a Nova York, onde passou por julgamento nesta segunda-feira, 5. Os dois se declararam inocentes dos quatro crimes pelos quais respondem na Justiça dos Estados Unidos: narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.
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Uma nova audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando Maduro e sua mulher prestarão depoimentos à Justiça dos EUA.
Leia também: “Questões éticas dos EUA na Venezuela”, reportagem publicada na Edição 301 da Revista Oeste





































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