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Argentina congela preço da carne para ‘conter inflação’

Produtores e especialistas criticaram medidas de Alberto Fernández

pobreza na argentina
Alberto Fernández, então candidato à Presidência da Argentina, visita Lula na cadeia, em Curitiba - 04/07/2019

O governo da Argentina, país que sofre com uma inflação, que chegou a 99% em janeiro, tenta outra manobra populista para conter preços. Dessa vez, o presidente Alberto Fernández anunciou o congelamento de preços da carne bovina.

O Programa Preços Justos para Carne, que começou a vigorar nesta sexta-feira, 17, estabelece reduções de 30% a 35% nos preços de sete cortes de carne bovina e irá vigorar até 31 de março. A partir de 1º de abril e até 30 de junho, os cortes passarão por aumentos mensais de preços de 3%.

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O plano inclui subsídios aos produtores para custear até 40% da alimentação necessária para os animais aguardando abate em confinamento e benefícios para os açougues, com o objetivo de reduzir a evasão fiscal.

Trata-se de uma nova versão do programa Preços Justos, por meio do qual o governo faz acordos “voluntários” com empresas, produtores e o varejo para fixar preços de itens de primeira necessidade, na tentativa de conter a inflação na Argentina.

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Produtores criticam programa

A Associação Argentina de Produtores Agropecuários (AAPA) rejeitou as medidas anunciadas pelo governo argentino para impulsionar a produção pecuária e o consumo de carne com descontos.

O grupo critica o impacto das retenções, bem como o flagelo da seca, na produção agrícola e lembra que os campos dedicados à pecuária são extensões de menor qualidade e dedicados à subsistência, e não à agricultura intensiva.

“A carne bovina sempre foi a moeda de troca do populismo. É fácil sacrificar a entrada de dólares das exportações desse setor, já que são irrisórios em relação aos grãos”, indica o documento, em que também pedem um baixo gasto público e maiores medidas de recuperação do mercado internacional.

Em declarações publicadas pelo jornal Clarín, o consultor na área de pecuária Víctor Tonelli afirmou que a medida é “jogar para a torcida”. “É sempre a mesma coisa, nada de novo sob o sol: um acordo com redes de supermercados e exportadores que atendem os 30% dos consumidores com mais recursos”, criticou.

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4 comentários
  1. Totsu
    Totsu

    Não tem nem como ler o título da matéria sem rir, los hermanos vão comer muita linguiça de polenta agora e nós estamos no caminho.

  2. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Nem adiantaria congelar a incompetência tradicional desses governantes, pois no final explodiria em níveis ainda mais assombrosos.

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Se esses aumentos fossem durante todo o ano e iguais a 3%a.m. e como são aumentos sobre aumentos do mês anterior, ou seja, cumulativos, no final de 12 meses teríamos um aumento de 42,58% contra uma inflação de 99% a.a, ou seja logo terão que aumentar essa taxa de 3%a.m, algo totalmente artificial. Mas enfim, o argentinos são pessoas de elevado padrão de cultura, pois vieram de barco da Europa e colonizaram aquele formidável país que tem até em seu nome La Plata (Argentum). Vá em frente Fernández, que está no caminho certo. kkkk…

  4. RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS
    RICARDO TEIXEIRA DA CRUZ RIOS

    Alberto Fernández é um esquerdista populista que está levando a Argentina para uma situação de insolvência. Congelamento de preços nunca deu certo em lugar algum. Felizmente, até agora, esse governo Lula não fez nada. É tanta incompetência do PT que, do contrário, o Brasil já seria igual à Argentina. É melhor não agir por incompetência do que agir de má fé, roubando o país, e roubar os cofres públicos. Quanto menos o PT agir, melhor para o Brasil.

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