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Aprovação de Macron atinge pior nível em meio a crise política

Presidente francês, de centro-esquerda, tem apenas 14% de confiança

Capa do jornal Libération de 7 de outubro de 2025: 'Os incapazes' | Foto: Reprodução/YouTube
Capa do jornal Libération de 7 de outubro de 2025: 'Os incapazes' | Foto: Reprodução/YouTube

Em meio a uma crise política sem precedentes na França, a confiança dos franceses no presidente Emmanuel Macron, de centro-esquerda, atingiu o patamar mais baixo desde o início de seu mandato, conforme dados do instituto Elabe divulgados nesta quinta-feira, 9. O levantamento indica apenas 14% de aprovação.

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A pesquisa revela que a popularidade de Macron caiu 3 pontos apenas no último mês, 7 pontos em dois meses e 13 pontos desde março de 2025. Esse índice de popularidade iguala o recorde negativo registrado por François Hollande (Partido Socialista) em novembro de 2016, considerado o menor já observado no país.

“Humilhação” e “crise de hostilidade”

Segundo o jornal Les Echos, o resultado representa “uma humilhação para o presidente da República”.

Bernard Sananès, presidente do instituto Elabe, analisou o cenário: “Não é mais uma crise de impopularidade, é agora uma crise de hostilidade”, afirmou ao Les Echos. A desaprovação alcança o eleitorado de Macron, já que somente 38% daqueles que votaram nele no primeiro turno da eleição presidencial de 2022 mantêm confiança em seu governo.

Quatro premiês em 10 meses

A instabilidade política ganhou destaque nos principais veículos de imprensa nesta quinta-feira, 9. No dia anterior, Sébastien Lecornu, que havia assumido o cargo de primeiro-ministro em 10 de setembro, concedeu entrevista à televisão francesa para justificar sua saída, menos de um mês depois da nomeação. Lecornu foi o quarto premiê em apenas um ano e o quinto nomeado por Macron em seu segundo mandato.

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Lecornu, ex-ministro das Forças Armadas, assumiu o governo depois que François Bayrou não obteve voto de confiança da Assembleia Nacional. Sua principal missão seria buscar consenso no Parlamento para aprovar o Orçamento de 2026 até o fim deste ano.

No domingo 5, Lecornu anunciou um gabinete semelhante ao anterior, com ministros de centro-direita e direita, mas renunciou na segunda-feira 6, com a constatação de falta de condições para continuar.

Os caminhos de Macron

Depois da renúncia, Macron pediu a Lecornu que permanecesse na condução dos assuntos administrativos e liderasse negociações para tentar construir “uma nova base de apoio político”.

O presidente francês, Emmanuel Macron: grave crise política | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente francês, Emmanuel Macron: grave crise política | Foto: Reprodução/Twitter/X

O jornal Libération afirmou que a crise atual tem origem na reforma da Previdência aprovada em 2023 por Élisabeth Borne, sem o aval final da Assembleia Nacional, fato que impulsionou a vitória da coalizão de esquerda Nova Frente Popular nas eleições antecipadas de 2024.

Le Figaro mencionou o temor de deputados centristas e de direita diante da possibilidade de uma nova dissolução da Assembleia, enquanto representantes da esquerda e direita avaliam que o atual Parlamento não reúne condições para continuar. Apesar das especulações, a sede do governo informou na noite de quarta-feira que um novo premiê será anunciado “nas próximas 48 horas”, descartando por ora a dissolução da Casa. Questionado sobre a escolha, Lecornu respondeu: “É o presidente que decide”.

Leia também: Macron brinca com fogo ao reconhecer Estado palestino, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 282 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Marcio Yukio Katsuki
    Marcio Yukio Katsuki

    Sensacional!! A esquerda comunista em frangalhos na Europa!! Pense Nisso e Vida Que Segue!!

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