Os apoiadores do ex-presidente boliviano Evo Morales invadiram o aeroporto de Chimoré neste sábado, 16. A instalação fica na região do Trópico de Cochabamba. O grupo tomou o controle do local para tentar impedir a prisão do político de esquerda. A Justiça da Bolívia expediu três mandados de detenção contra o líder cocalero.
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“As bases disseram que vamos defender o nosso líder indiscutível mesmo que custe vidas”, declarou o líder dos atos, Teófilo Sánchez. O grupo espalhou pedras, galhos e diversos objetos ao longo da pista para impedir o pouso de aviões.
A investigação criminal
O ex-presidente Evo Morales enfrenta acusações formais de estupro e de tráfico de pessoas. As denúncias judiciais envolvem o suposto abuso de uma adolescente no ano de 2015. O político nega o cometimento de todos os crimes.
❗️🇧🇴 GOLPE DE ESTADO NA BOLÍVIA
— Rafa Couto (@rafacouto1988) May 16, 2026
A Guarda Pretoriana Indígena de Evo Morales acaba de chegar a El Alto, a poucos quilômetros da capital.
Vão armados com paus e são altamente violentos. Evo Morales tenta evitar ser preso por gerenciar uma rede de tráfico de meninas menores. pic.twitter.com/dCDtCLJWHQ
Evo Morales alega a existência de um plano internacional para a sua captura. Ele acusa a agência antidrogas dos Estados Unidos de participação direta no suposto complô.
Os bloqueios e a crise gerada por Evo
Grupos radicais bloqueiam as estradas da Bolívia há 16 dias. A tática isolou por completo a capital La Paz. A população sofre com a escassez de alimentos, de medicamentos e de combustíveis. A falta de oxigênio afeta o funcionamento dos hospitais. Pelo menos três mulheres morreram na região pela impossibilidade de receber atendimento médico de urgência.
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A crise atinge também os departamentos de Oruro, de Santa Cruz e de Cochabamba. O porta-voz da Presidência, José Luis Gálvez, criticou a escalada de violência no país. “O financiamento do narcotráfico está por trás desses dirigentes”, afirmou o representante do governo. O Poder Executivo acusa Evo Morales de buscar a ruptura do sistema democrático.
Os manifestantes atacaram policiais e jornalistas com dinamites e com explosivos caseiros nas rodovias. A violência ocorreu de forma mais intensa nas regiões rurais de Lipari e de Huajchilla, no sul de La Paz. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para tentar dispersar a multidão e liberar as rotas de acesso.
A Defensoria do Povo registrou a prisão de 57 pessoas durante os protestos deste sábado. O governo boliviano mobilizou um contingente de 3,5 mil policiais e militares. A operação conjunta tem o objetivo exclusivo de liberar as rodovias e de restabelecer o abastecimento de produtos básicos no país.
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