Desde que o astronauta norte-americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, em 1969, apenas seus compatriotas conseguiram repetir o feito. Agora, outros países querem fazer o mesmo — entre eles, os membros da União Europeia (UE). E eles contam com a ajuda dos Estados Unidos.
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Os EUA criaram o programa Artemis, que pretende retomar as viagens à Lua em setembro de 2026. Caso a empreitada aconteça, quebrará um jejum de mais de 50 anos sem um único ser humano sobrevoar o solo lunar. Isso aconteceu pela última vez em 1972, durante a missão Apollo 17, da Nasa.
De volta à Lua
Na primeira missão Artemis, está previsto o transporte de quatro astronautas norte-americanos, e mais ninguém. Contudo, essa não será a única viagem do programa. Em 2028, deve acontecer um novo lançamento — nele, há três lugares reservados para a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
Equivalente à Nasa da UE, a ESA é chefiada pelo austríaco Josef Aschbacher. Na quinta-feira, 27, ele anunciou o envio de três europeus nas missões Artemis. “Posso anunciar hoje que o primeiro voo será atribuído a um astronauta alemão”, disse. Os outros dois serão preenchidos por representantes da Itália e da França.
Ao fazer o anúncio, Aschbacher elogiou o envolvimento da Alemanha, França e Itália no desenvolvimento dos equipamentos europeus para o Artemis. Essas mesmas três nações são as economias mais ricas da UE. Juntas, elas respondem por mais da metade de toda a riqueza gerada no bloco. No trio, o destaque fica com os alemães — responsáveis por quase 25% de todo o produto interno bruto (PIB) da união.
Atualmente, a UE tem o segundo maior PIB do planeta (US$ 19,5 trilhões). Perde para os EUA (US$ 29 trilhões). Contudo, não há uma grande distância do segundo para o terceiro colocado, posição ocupada pela China (US$ 18,4 trilhões). Os chineses também querem chegar à Lua — e estão em uma verdadeira corrida espacial contra europeus e norte-americanos.





































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