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Alemanha aprova projeto para impedir imigração ilegal

Conservadores se unem, e Parlamento se movimenta para autorizar fechamento de fronteiras

Em discussão sobre a imigração ilegal, Parlamento alemão expõe fortalecimento das correntes conservadoras | Foto: Bundestag/Divulgação
Em discussão sobre a imigração ilegal, Parlamento alemão expõe fortalecimento das correntes conservadoras | Foto: Bundestag/Divulgação

O Parlamento da Alemanha aprovou nesta quarta-feira, 29, uma moção para restringir a imigração ilegal em massa. A oposição conservadora CDU-CSU apresentou moção que busca fechar de fato as fronteiras aos ilegais.

Entre outras correntes, o grupo político recebeu apoio do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), quebrando um tabu de longa data sobre a cooperação entre os partidos conservadores. Os deputados aprovaram a iniciativa mediante 348 votos a favor, 345 contra e 10 abstenções.

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Alemanha responde a ataque

A votação ocorreu dias depois de um ataque com faca por um imigrante ilegal do Afeganistão. A agressão resultou na morte de duas pessoas, incluindo um menino de 2 anos.

A resolução cobra medidas urgentes do governo no sentido de implementar sobretudo controles permanentes nas fronteiras. Reivindica ainda que o Estado “rejeite todas as tentativas de entrar ilegalmente no país, sem exceção”.

A deliberação acrescenta que o processo deve incluir aqueles estrangeiros que buscam proteção, porque nos países vizinhos da União Europeia de onde chegam “eles já estão a salvo de perseguição”. 

Leia também: “O fim de uma lenda”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 250 da Revista Oeste 

Na decisão, os parlamentares argumentam que os ilegais “devem ser detidos imediatamente”, acrescentando que mais centros de detenção devem ser construídos, inclusive em quartéis do Exército que estão vazios.

O papel do AfD na aprovação da moção é simbolicamente importante na Alemanha, que terá uma eleição nacional em 23 de fevereiro da qual o partido de extrema direita deve emergir como o segundo maior, depois dos conservadores.

Abdassamad El Yazidi, chefe do Conselho Central dos Muçulmanos, acusou os políticos de seguirem as posições da extrema direita sobre a imigração. “Grupos com histórico de imigração estão sendo estigmatizados. Isso não é apenas imoral, mas também perigoso para a coesão social em nosso país.”

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