A advogada Kathryn Ruemmler, diretora jurídica do Goldman Sachs, o banco de Wall Street, renunciou ao cargo. O diretor-executivo da instituição, David Solomon, informou a decisão nesta quinta-feira, 12, depois da divulgação de vínculos da executiva com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. O banco informou que a saída dela será efetiva a partir de 30 de junho.
A assessora jurídica Kathryn Ruemmler enfrentava pressão desde que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou uma nova leva de e-mails de Epstein. Entre eles, há inúmeras mensagens que mostravam sua amizade com o ex-financista, que morreu em 2019.
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Em comunicado, Solomon disse que respeita a decisão dela de renunciar. No entanto, agradeceu a Ruemmler “pela qualidade de suas assessorias jurídicas em temas importantes” para a instituição.
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Já a advogada, em declaração ao jornal norte-americano Financial Times, afirmou que decidiu renunciar para evitar que “a atenção midiática” sobre ela “se torne uma distração” para o Goldman Sachs.
Ruemmler ingressou no grupo financeiro em 2020. Ela também é amiga íntima do ex-presidente dos EUA Barack Obama e foi ex-conselheira da Casa Branca até junho de 2014. Também ocupou cargos no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011, durante o governo Obama.

Troca de e-mails de Ruemmler com Epstein
A relação entre Epstein e Ruemmler era conhecida desde a publicação de uma primeira série de documentos sobre o caso, meses antes. Na ocasião, o Goldman Sachs manifestou apoio à permanência da executiva.
A nova divulgação de documentos, no entanto, mostrou que a relação dela com o criminoso sexual era bem mais próxima do que se conhecia, inclusive com proximidade dela com ele mesmo depois das primeiras acusações.
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Em um e-mail, Ruemmler dá aconselhamento jurídico a Epstein: “Acho que a questão é que, se ela fosse menor de idade, não poderia legalmente consentir em se prostituir”.

Em outras mensagens, a advogada chamava Epstein de “querido” e “tio Jeffrey”. Ambos mantiveram relação amistosa até pouco antes da morte de Epstein na prisão, em 2019. Isso ocorreu depois da condenação do ex-financista em 2008 por solicitar serviços sexuais a uma menor de idade.
Segundo o Wall Street Journal, Ruemmler foi uma das três pessoas para quem Epstein telefonou depois de sua detenção, em julho de 2019, por acusações de tráfico sexual de menores.






































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