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Acadêmicos deixam cargos em universidades dos EUA por ligações com Epstein

Casos envolvem Columbia e Harvard; Richard Axel e Larry Summers tiveram nomes citados em arquivos divulgados pelo governo Trump

Jeffrey Epstein Partido Democrata suspeitas ligação
Jeffrey Epstein morreu em 2019 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Dois acadêmicos de universidades norte-americanas anunciaram afastamento de cargos de liderança depois de ter seus nomes citados em documentos ligados a Jeffrey Epstein. As decisões envolvem a Universidade de Columbia e a Harvard University.

O Nobel de Medicina de 2004, Richard Axel, renunciou à direção do Instituto Zuckerman, em Columbia, depois de confirmar amizade com Epstein desde 2010 e visitas à ilha do agressor sexual.

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Em comunicado, pediu desculpa e afirmou ter cometido “erros de julgamento”. A universidade disse não haver evidências de violação de suas políticas ou da lei, mas aceitou o afastamento.

Já Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos EUA e ex-presidente de Harvard, anunciou que se aposentará ao fim do ano letivo. Ele estava de licença desde novembro, depois da divulgação de e-mails e outros documentos por autoridades norte-americanas.

Summers declarou estar “profundamente envergonhado” por ter mantido contato com Epstein, mas não foi acusado formalmente de crime.

Caso Epstein

Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano que construiu uma rede de influência envolvendo empresários, políticos e celebridades | Foto: Divulgação/Reuters
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano que construiu uma rede de influência que envolvia empresários, políticos e celebridades | Foto: Divulgação/Reuters

Epstein foi condenado em 2008 por envolvimento em exploração sexual de menor e, em 2019, voltou a ser preso sob acusação de tráfico sexual de dezenas de meninas. Ele foi encontrado morto em cela federal em Nova York; a causa oficial foi suicídio.

Em 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mais de 3 milhões de páginas dos arquivos da investigação contra Jeffrey Epstein. Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, o material inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, com “grandes quantidades de pornografia comercial”.

A divulgação de documentos do caso tem provocado repercussão em universidades e entre figuras públicas que mantiveram contato com o financista, ainda que muitas delas não respondam a acusações formais.

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