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The Washington Post demite um terço de seus jornalistas

Jornal de Jeff Bezos encerra editorias de esportes e livros para concentrar cobertura em política

Sede do jornal Washington Post, no centro político dos Estados Unidos: neutralidade incomoda alas da imprensa esquerdista | Foto: Reprodução/Twitter/X
Sede do jornal Washington Post, no centro político dos Estados Unidos: neutralidade incomoda alas da imprensa esquerdista | Foto: Reprodução/Twitter/X

O jornal norte-americano The Washington Post iniciou nesta quarta-feira, 4, um processo de demissão que atingirá mais de 260 jornalistas. O corte equivale a um terço do quadro atual de 800 profissionais da redação. A reestruturação elimina completamente as editorias de esportes e de livros, além de reduzir o número de correspondentes no exterior. A partir de agora, a publicação focará seus recursos em temas políticos, nacionais, negócios e saúde.

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O editor-executivo do jornal, Matt Murray, informou aos funcionários que a reformulação afetará todas as áreas da empresa. Com a mudança, o jornal descontinuará o podcast diário Post Reports. Embora o periódico encerre o departamento de esportes, a chefia transferirá alguns repórteres do setor para a editoria de variedades, com o objetivo de cobrir a cultura esportiva sob uma nova perspectiva.

Sede do Washington Post é a principal afetada

As demissões atingem principalmente a sede do The Washington Post, localizada na capital dos Estados Unidos, mas também impactam a rede de profissionais fora do país. Murray destacou que o jornal manterá repórteres em pelo menos 12 países, apesar do corte significativo na equipe internacional. A empresa não divulga dados oficiais sobre sua tiragem atual nem o número exato de assinantes.

Jeff Bezos comprou o jornal em 2013, por US$ 250 milhões. Sob o comando do dono da Amazon, a publicação expandiu suas operações inicialmente, mas enfrenta dificuldades financeiras recentes para manter a lucratividade. Para tentar reverter a situação, Bezos contratou Will Lewis para o posto de publisher no final de 2023. Embora influa nos negócios da empresa, o bilionário não participa do cotidiano da redação.

A nova diretoria do The Washington Post justifica os cortes como parte de uma ampla reestruturação estratégica. Segundo o comunicado oficial, a redução de pessoal busca garantir a sustentabilidade do negócio diante do cenário desafiador do mercado de mídia. A concentração de esforços em notícias nacionais e política marca uma tentativa de retomar a relevância histórica do jornal em áreas que consolidaram sua reputação mundial.

Leia também: “The Economist aponta risco institucional no caso Banco Master”

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