publicidade
Imprensa

Estadão: STF deve corrigir ‘flagrantes abusos’ cometidos por Moraes

Corte tem chance de demonstrar compromisso com a legalidade e conter excessos do magistrado

Moraes
Ao contrário do que sugerem os críticos, rever medidas extravagantes não enfraqueceria a Corte | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em editorial publicado nesta quinta-feira, 7, o jornal O Estado de S. Paulo defende a ideia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja os excessos do ministro Alexandre de Moraes e corrija distorções jurídicas cometidas em nome da “defesa da democracia”.

Segundo o jornal, mais do que decidir sobre a situação jurídica de Jair Bolsonaro, os ministros têm a oportunidade de mostrar ao país que a Corte não se curva a vontades individuais nem ignora erros cometidos sob o pretexto do Estado de Direito.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

Decisões recentes de Moraes que atingem o ex-presidente e seus aliados levantaram questionamentos sobre violações fundamentais. A liberdade de expressão, a imprensa e a crítica pública passaram a sofrer restrições, em nome do combate ao suposto autoritarismo.

A insistência em inquéritos sem prazo definido, a punição antecipada de investigados e o cerco a opositores colocaram em xeque a imagem da Corte. Para restaurar a confiança, o STF deve reavaliar esses procedimentos. O caminho passa por decisões colegiadas, na 1ª Turma ou no plenário.

Conforme o editorial, ao contrário do que sugerem os críticos, rever medidas extravagantes não enfraqueceria a Corte. Em contrapartida, reforçaria sua autoridade institucional. Tribunais se engrandecem quando reconhecem excessos e corrigem o rumo, não quando se fecham em torno de posturas inquestionáveis.

STF não pode usar a “defesa da democracia” para justificar a erosão de garantias fundamentais

O STF, argumenta o Estadão, agiu com firmeza diante dos atos do 8 de janeiro e de supostos ataques à ordem democrática. Contudo, o uso político do termo “defesa da democracia” não pode justificar a erosão de garantias fundamentais. O risco está em permitir que princípios constitucionais se tornem maleáveis conforme o alvo da investigação.

+ Leia também: “Entenda quais os passos para Alexandre de Moraes sofrer impeachment

A pressão exercida por parlamentares da oposição — com bloqueios à agenda legislativa e pedidos de anistia — não pode servir de pretexto para decisões judiciais arbitrárias. O STF precisa se manter fiel ao seu papel constitucional: defender o Estado de Direito com equilíbrio, firmeza e autocontenção.

1 comentário
  1. Rosely de Vasconcellos Meissner
    Rosely de Vasconcellos Meissner

    Esse último parágrafo do artigo está de doer, considerando tudo que os ministros fizeram para rasgar a Constituição.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.