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STF dá sinais de retrocesso, diz Gazeta do Povo

Em artigo, jornal afirma que Alexandre de Moraes viola princípio constitucional ao estender pena para familiares e apoiadores de Zambelli

A deputada licenciada Carla Zambelli (PL/SP): prisão, censura nas redes sociais, bloqueio de contas e punições estendida a familiares | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A deputada Carla Zambelli (PL/SP): prisão, censura nas redes sociais, bloqueio de contas e punições estendida a familiares | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de ordenar a prisão da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) gerou polêmicas ao incluir medidas que principalmente atingem familiares e apoiadores da parlamentar. Segundo o jornal Gazeta do Povo, além do mandado de prisão, Moraes determinou do mesmo modo a suspensão dos perfis da deputada nas redes sociais e das contas de sua mãe e de seu filho.

Zambelli foi condenada em maio a dez anos de prisão pela Primeira Turma do STF. A acusação é de envolvimento em uma invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Depois de comunicar que estava no exterior e pedir licença do mandato, a Procuradoria-Geral da República acatou um pedido de prisão preventiva feito pelo petista Lindbergh Farias. No dia seguinte, Moraes emitiu a ordem de prisão. No sábado 7 comunicou a perda do mandato à Câmara.

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Postura do STF provoca debate constitucional

Além das prisões, Moraes bloqueou a verba parlamentar de Zambelli, no valor de R$ 126 mil, usada para custear assessores. Também ordenou que o Banco Central fornecesse os dados de transferências via Pix feitas à deputada, que vinha pedindo doações para cobrir despesas judiciais. Conforme o jornal, as medidas violam o princípio constitucional da intranscendência da pena, previsto no artigo 5.º, inciso XLV, da Constituição.

O jornal critica o que chama de ampliação indevida da punição, atingindo pessoas não investigadas, como familiares e apoiadores. Para o colunista Flávio Gordon, trata-se de uma forma de intimidação, incompatível com o Estado de Direito. O objetivo seria o de tornar o custo da dissidência insuportável não só para o réu, mas para seu entorno. A postura do STF gera um alerta, segundo o jornal, para o risco de retrocessos democráticos diante de decisões que extrapolam os limites da responsabilização individual.

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4 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    E a sra. TONHONHOIM NOJEIRA defensor de bandido-mor, condenado em todas as instancias com provas sobradas e saiu da cadeia pela porta da frente devido aos “amiguinhos colocados”. Isso sim é defender os iguais!!! Cracudo trouxa!

  2. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    O DIA QUE VIRAR PARA O SEU LADO, PTISTA, VAMOS VER SE VC CONTINUA RINDO, COMO ESTÁ AGORA.

  3. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Sinais de risco? Já não somos uma democracia há bastante tempo. A ditadura está instalada e continuará piorando se não for parada. Cadê o Presidente do Senado para pautar os inúmeros pedidos de impeachment? Ah, lembrei. Ele está fazendo turismo junto ao e não fará nada. olusco.

  4. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Escreveu o óbvio: Bostil vivendo o Estado de Exceção, sob supremo tribunal fascista (stf).

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