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Starmer diz que BBC deve se reorganizar e colocar 'casa em ordem'

O primeiro-ministro britânico manifestou apoio à independência da BBC, mas ressaltou a necessidade de mudanças internas

Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido
A renúncia de dois nomes estratégicos escancarou a insatisfação interna e aumentou a pressão externa contra o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer | Foto: Kin Cheung/Reuters

Em meio a tensões entre Estados Unidos e Reino Unido, a BBC enfrenta uma de suas maiores crises institucionais depois do processo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, por causa da edição de um discurso seu em um documentário. O episódio resultou nas renúncias do diretor-geral e do chefe de jornalismo da emissora, alimentando críticas sobre a imparcialidade e os padrões editoriais do canal público britânico. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, manifestou apoio à independência da BBC, mas ressaltou a necessidade de mudanças internas diante do novo desafio.

“Para que fique claro, acredito em uma BBC forte e independente”, afirmou Starmer nesta quarta-feira, 12.

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Starmer foi questionado no Parlamento se pediria a Trump para abandonar a intenção de processar a emissora em US$ 1 bilhão

Starmer foi questionado no Parlamento se pediria a Trump para abandonar a intenção de processar a emissora em US$ 1 bilhão. A BBC é financiada principalmente por uma taxa obrigatória cobrada das famílias britânicas, fato que preocupa parlamentares quanto ao uso de recursos públicos para possíveis indenizações. O líder do governo reforçou que a emissora deve manter os mais altos padrões e corrigir erros quando ocorrerem.

No centro da polêmica, o documentário exibido antes da eleição presidencial norte-americana do ano passado reuniu três trechos de um discurso de Trump, o que, segundo seus advogados, gerou uma impressão distorcida e difamatória, sugerindo incentivo aos protestos de 6 de janeiro de 2021. A BBC reconheceu, na segunda-feira 10, que houve “erro de julgamento” na edição do material.

Reações e exigências depois do erro editorial

Em comunicado, a emissora afirmou que responderá à ameaça de Trump “em tempo oportuno”. Já os advogados do presidente dos EUA exigiram a retirada do documentário até sexta-feira e solicitaram um pedido de desculpa, além de indenização pelos supostos prejuízos financeiros e à reputação de Trump.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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