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PL da Adultização acende alerta de censura, diz Gazeta do Povo

Editorial vê avanços na proteção de crianças, mas critica dispositivo que cria ‘autoridade nacional’ com superpoderes

Reunião do Colégio de Líderes da Câmara que discutiu o texto do PL da Adultização: atalho para a censura, segundo jornal | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Reunião do Colégio de Líderes da Câmara que discutiu o texto do PL da Adultização: atalho para a censura, segundo jornal | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Em editorial nesta quarta-feira, 20, o jornal Gazeta do Povo afirmou que o Projeto de Lei n° 2.628/22, o chamado “PL da Adultização”, contém avanços importantes na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Observa, porém, que a medida traz riscos sérios de censura. Para o jornal, o texto mistura boas intenções com um mecanismo que pode abrir espaço para controle político das redes sociais.

A publicação avaliou que as denúncias do youtuber Felipe Bressanim, o Felca, deram visibilidade inédita ao problema da “adultização” de menores e impulsionaram a retomada do debate no Congresso. Conforme o veículo, a proposta acerta ao impor obrigações às big techs. Entre elas, impedir o acesso a conteúdos pornográficos, adotar mecanismos de controle parental e proibir recursos digitais que gerem dependência em jogos on-line. 

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PL e a grave figura de uma “autoridade nacional”

Da mesma forma, o jornal classificou como avanço a exigência de transparência nas remoções de conteúdo. Assim, obriga as plataformas a explicarem aos usuários os motivos das exclusões e a abrir espaço para contestação. Apesar desses pontos positivos, a Gazeta do Povo considera grave a introdução da figura de uma “autoridade nacional” responsável por fiscalizar o cumprimento da lei. 

O editorial destacou que esse órgão teria poder de editar normas complementares e até suspender redes sociais em caso de descumprimento. A opinião jornalística é que isso representa principalmente um risco desproporcional às liberdades individuais.

O veículo reconheceu que a Câmara ajustou o texto para que os membros dessa autoridade recebam indicação por lei, além de se submeterem a uma sabatina pelo Senado. Sustentou, contudo, que os “superpoderes” a essa autoridade permanecem. Para a Gazeta, o dispositivo explica o empenho do governo em aprovar o projeto, mesmo sem histórico de preocupação com a erotização de crianças.

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