Em editoriais publicados nesta quinta-feira, 22, e sexta-feira, 23, os jornais Gazeta do Povo e O Globo fizeram duras críticas à condução do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), com foco na atuação do ministro Dias Toffoli. Ambos convergem ao apontar prejuízos institucionais, questionamentos sobre imparcialidade e necessidade de correção de rumos no Judiciário.
Em editorial, a Gazeta do Povo afirma que “as instituições da República não podem mais tolerar que o ministro Dias Toffoli continue à frente das investigações sobre o Banco Master”, sustentando que aceitar a permanência do ministro na relatoria significaria “abdicar de vez de qualquer resquício de seriedade que ainda possa existir no país”. Para o jornal, os fatos revelados pela imprensa são “mais que suficientes para embasar a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo”.
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O texto ressalta episódios que, segundo o jornal, comprometeriam a credibilidade da investigação, como a viagem de Toffoli em jato particular com advogado ligado a investigados, decisões consideradas “claramente enviesadas” e restrições impostas ao acesso da Polícia Federal às provas apreendidas.
Na avaliação da Gazeta do Povo, a abertura de um processo de impeachment seria não uma ruptura, mas um gesto de reconstrução institucional. “Ministros do Judiciário não estão acima das leis, nem imunes ao escrutínio público.”
O Globo enfatiza o impacto negativo do caso Master sobre a imagem do Supremo e sustenta que o processo jamais deveria ter sido remetido à Corte
Já O Globo enfatiza o impacto negativo do caso sobre a imagem do Supremo e sustenta que o processo jamais deveria ter sido remetido à Corte. “Não faz sentido o processo tramitar no STF”, afirma o editorial. “O inquérito precisa ser devolvido à primeira instância do Judiciário, de onde jamais deveria ter saído.”
O jornal questiona a decisão de manter todo o caso no Supremo com base em uma “suspeita frágil” que envolve um deputado federal, ressaltando que, pelo entendimento do próprio STF, a ausência de indícios concretos justificaria o retorno do processo à primeira instância ou, no máximo, o desmembramento da parte relacionada ao parlamentar.
O Globo também critica o nível de sigilo imposto ao inquérito e o protagonismo assumido pelo relator. “Trata-se de comportamento impróprio à atividade de um juiz na fase de inquérito”, afirma o editorial, ao listar decisões como acareações consideradas despropositadas, controle restrito das provas e redução de prazos investigativos.
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Daqui um ano ninguém lembra.
Vcs que um fdp desse tá preocupado?