O jornal O Globo afirmou, em editorial publicado na madrugada deste sábado, 18, que há “descontrole, desperdício e ineficiência” no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades. A publicação ainda defendeu a adoção de regras mais transparentes e objetivas.
+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste
Receba nossas atualizações
A avaliação se baseia em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou falhas no controle, baixa ocupação e custos elevados nas operações. Segundo o órgão, o uso de aviões oficiais pode custar até 6,4 vezes mais do que voos comerciais.
O levantamento analisou quase 7,5 mil voos realizados entre janeiro de 2020 e julho de 2024, com cerca de 73 mil passageiros. Desse total, 111 transportaram apenas um passageiro, e 21% tiveram no máximo cinco pessoas a bordo. A taxa média de ocupação ficou em 55%, o que indica subutilização recorrente. Os gastos estimados no período chegaram a R$ 285 milhões.
Falhas de controle de voos da FAB e reação institucional

O editorial também destacou problemas de transparência. Em uma amostra de 266 voos, cerca de 70% não tinham identificação adequada dos passageiros. Em alguns casos, faltavam informações sobre a finalidade da viagem ou agenda oficial, o que dificulta a verificação do interesse público. Para o jornal, “não faz sentido levantar voo com pouquíssimos passageiros a bordo, em viagens nem sempre defensáveis”.
As regras atuais permitem o uso de aeronaves da FAB por autoridades como o vice-presidente, ministros de Estado e presidentes dos Poderes. A legislação estabelece critérios como emergência médica, segurança e viagens a serviço. Ainda assim, o editorial afirma que essas normas “nem sempre são cumpridas”.
Diante das irregularidades, o TCU determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica apresentem, em até 30 dias, um plano de reformulação das regras, com implementação prevista em até 180 dias. A Corte exige critérios objetivos para justificar o uso das aeronaves, além de maior transparência na identificação de passageiros.
O texto também menciona iniciativa no Congresso. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou projeto para restringir o uso dos aviões da FAB ao transporte institucional. Para o jornal, o debate legislativo pode ajudar a disciplinar o tema.
Leia mais: “Jornalismo sem credibilidade”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 318 da Revista Oeste
O editorial conclui que o uso das aeronaves oficiais precisa atender estritamente ao interesse público. “Avião da FAB não é jatinho particular”, afirma.






































Imprensa GLOBOLIXO usando dados de governo anterior. Ou seja, credibilidade zero nessas informações. Separar o joio do trigo dará a clareza de quem realmente usurpa de forma ilícita esse meio de transporte. Pense Nisso e Vida Que Segue!
Quando se trata de “verba pública”, ou seja, nossos suados impostos” a farra sempre ocorre pois se acham “donos da verba”