O jornal O Estado de S. Paulo afirmou, em editorial publicado nesta quinta-feira, 19, que o desfile da escola Acadêmicos de Niterói com referências ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva configurou promoção política e antecipação de campanha eleitoral.
No texto, intitulado “O samba do petista doido”, o diário sustenta que a apresentação no Sambódromo ultrapassou o caráter cultural típico das homenagens carnavalescas.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias da Imprensa em Oeste
Segundo o editorial, “não restou dúvida nenhuma de que se estava diante de um ato característico de campanha”. A avaliação também leva em conta a presença de Lula em um dos camarotes e a sua descida à avenida para cumprimentar integrantes da agremiação.
O jornal também menciona a preparação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, para participar do desfile. Conforme o texto, isso “selaria simbolicamente a relação direta entre a apresentação da escola e a campanha do marido à reeleição”.
O enredo da escola de samba e a participação de Lula

A Acadêmicos de Niterói apresentou um enredo que exaltou a trajetória política do petista e encenou episódios recentes da política brasileira.
O editorial destacou alegorias com adversários políticos, como um carro que representou o ex-presidente Jair Bolsonaro “caracterizado como um palhaço preso” e uma encenação do impeachment de Dilma Rousseff. Neste, um personagem alusivo a Michel Temer “roubava” a faixa presidencial. Para o jornal, “depreciar adversários políticos é coisa típica de campanha eleitoral”.
Leia mais: “Acadêmicos do Caô”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 309 da Revista Oeste
O texto também criticou alas que, segundo descreveu, ironizaram a família tradicional e religiosos. Uma delas trazia integrantes fantasiados de “latas de conserva” que carregavam Bíblias, o que teria tido “clara intenção de debochar dos evangélicos”.
Para o Estadão, a transmissão ao vivo em rede nacional ampliou o alcance da mensagem política e criou vantagem indevida. “É isso o que caracteriza o desequilíbrio eleitoral que demanda atuação da Justiça”, opinou o jornal.
Mais jornais criticaram o caso
Na segunda-feira 17, os jornais Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo publicaram críticas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio. Para os dois periódicos, o evento ultrapassou os limites da manifestação artística e assumiu contornos de promoção eleitoral.
O Carnaval, disse a Folha, tradicionalmente inverte papéis e satiriza o poder. A Acadêmicos de Niterói, entretanto, “resolveu subverter a lógica carnavalesca e exaltar não apenas um político vivo, mas que atualmente ocupa o cargo de presidente da República e pretende disputar o pleito neste ano”.
O jornal observou que Lula, que deveria ter se afastado do evento, assistiu ao desfile de camarote e, ao final, desceu ao Sambódromo da Sapucaí para cumprimentar integrantes da agremiação. “Por óbvio, a situação levantou uma discussão sobre ilícitos eleitorais, e cabe à Justiça avaliá-los.”
Já a Gazeta do Povo classificou o desfile como “uma peça de propaganda destinada a exaltar um pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano”. O jornal afirmou que a apresentação teve como essência a “glorificação da biografia de Lula e o aquecimento para a campanha eleitoral”.
O editorial destacou que integrantes da escola de samba “fizeram o L” diante das câmeras e que Lula desceu à Marquês de Sapucaí acompanhado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A Gazeta comparou o episódio ao caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível depois de uma reunião com embaixadores — que nem sequer votam.






































Ta na hora do povo brasileiro acabar com esses roubos absurdos
como assim estadão, demanda ação da justiça? existe justiça hoje no Brasil?