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Governo Lula promove assédio à Petrobras, afirma Folha

Recente reajuste de preços revela limites do populismo, mas há riscos no uso da empresa para incentivo à indústria naval

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Os presidentes Magda Chambriard (Petrobras) e Lula (República), durante a posse da economista no comando da Petrobras - 19/6/2024 | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os recentes reajustes da Petrobras nos preços da gasolina e do gás de cozinha são um sinal importante de que o governo petista e a nova direção da estatal reconhecem que o espaço para desvios em relação às cotações internacionais é limitado. É o que afirma o jornal Folha de S.Paulo em seu editorial desta segunda-feira, 15.

Apesar dos respectivos aumentos de 7,1% e 9,8% para os produtos favorecerem a rentabilidade e a boa gestão operacional da estatal, a correção não elimina a defasagem ante os preços externos, que permanece em torno de 10% na gasolina e de 8% no diesel, afirma a publicação.

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Mesmo assim, o controle artificial imposto, como no governo de Dilma Rousseff (PT), não chega a se repetir.

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Na ocasião, a empresa foi forçada a vender combustíveis abaixo do custo, com enormes prejuízos, um dos motivos para o aumento substancial do endividamento da companhia.

Por outro lado, isso provocou melhorias significativas na governança da estatal, que hoje proíbe subsídios sem a aprovação em lei e compensação por meio de recursos do Orçamento federal.

Gestão petista traz novas preocupações à Petrobras

O tema dos preços é somente uma das preocupações que envolvem a companhia, destaca a Folha.

Leia também: “Petrobras realiza voo pioneiro com aeronave sem piloto”

“Ainda está em aberto a volta de aventuras perdulárias do passado, casos de refinarias inacabadas e de investimentos em tecnologias arriscadas, como a geração eólica em alto mar”, diz o jornal.

Um sinal disso é a retomada da compra de embarcações para transportes de combustíveis, em vez de afretá-las de terceiros. Além disso, a construção de navios-sonda foi motivo de escândalos e prejuízos, como no caso que envolveu a Sete Brasil.

Outro risco, segundo a publicação, é a abertura da atual gestão a indicações políticas e sindicais, que vão sendo colocadas em cargos importantes, como a gerência de campos de exploração.

Leia também: “Petrobras anuncia aumento nos preços da gasolina e do gás de cozinha”

“É típico de processos desse tipo que leve algum tempo até que as novas influências consigam suplantar as regras de governança, mas o passado petista não autoriza otimismo a esse respeito”, afirma a Folha.

Para a publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) persiste no objetivo de fazer novamente da Petrobras o principal veículo de investimentos politicamente dirigidos.

“Em que pesem a evolução das normas internas e a atenção maior dos órgãos de controle, todo cuidado é pouco”, conclui o texto.

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3 comentários
  1. Carlos Eduardo Gomes da Silva
    Carlos Eduardo Gomes da Silva

    Alguém rouba, ou desvia, melhor assim, outros tantos vão ser roubados, ou melhor perderão.
    Essa é a única tônica de pessoas mau intencionadas no comando de uma nação.
    Não existindo projeto de nação sob a ótica da pujança de seu povo, haverá projeto de poder que empobrece seu povo.
    Criminosos não constroem futuro ao próximo, mas sim destroem sonhos e realizações.
    Vemos o mesmo de sempre e nada acontece para que o desastre previsto seja evitado.
    Qual a esperança deste povo já miserável por obra de seus pseudos salvadores, alguma?

  2. MNJM
    MNJM

    A volta à cena do crime. É só aguardar. Incompetência, retrocesso e roubalheira.

  3. Paulo Roberto Zanetti
    Paulo Roberto Zanetti

    Eu só espero que a PB se vire sozinha para esse empreendimento. Esqueça os fundos dos aposentados.

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