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Folha e Estadão criticam greve no transporte de SP: 'Perversa' e símbolo dos 'males do estatismo'

Jornais lembram que movimento orquestrado por sindicalistas afeta milhões de pessoas

greve metrô governo sp | Estação da Sé fechada devido à greve do Metrô que ocorreu em 3 de outubro, em SP | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil - folha estadão transporte sp
Greve não encontra respaldo na imprensa | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A greve de um dia no transporte público sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo não encontrou respaldo na imprensa tradicional. Nesta quarta-feira, 29, os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo (Estadão) criticaram a paralisação convocada por sindicalistas.

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Em ambos os casos, as reclamações por parte dos jornais ocorreu por meio de editorial. Trata-se de texto que expõe a opinião institucional de uma empresa de comunicação.

No editorial disponível em suas versões impressa e on-line, a Folha não teve dúvidas em afirmar que a greve de terça-feira 28 foi “política” e serviu para expor “distorções do setor público”. Para a publicação, a paralisação, que comprometeu os serviços da Companhia do Metropolitano (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi “bizarra” e “símbolo dos males do estatismo”.

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Nesse sentido, a Folha aproveitou a greve no transporte público para registrar o histórico de ações de servidores públicos contra a produtividade. O jornal lembrou que movimentos grevistas são constantes entre esses grupos profissionais.

“A privatização é de interesse público quando busca livrar as empresas de vícios como empreguismo, clientelismo, inchaço salarial, aparelhamento político e ineficiência gerencial, além de oferecer melhores serviços aos cidadãos sob uma regulação adequada”, afirma a Folha, em seu editorial. “As corporações estatais recusam desde sempre os termos desse debate. É difícil observar nessa conduta intransigente e truculenta algo além do próprio interesse.”

Greve no transporte público é alvo de críticas da Folha e do Estadão

greve metrô 2
O governo de São Paulo disse que o Sindicato dos Metroviários descumpriu ordem judicial | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O editorial do Estadão seguiu caminho similar ao da Folha. De acordo com o veículo de comunicação da família Mesquita, o movimento organizado por sindicalistas resultou em “uma greve perversa”.

Ao criticar a greve de ontem do Metrô e da CPTM, o Estadão reforçou o entendimento que os maiores prejudicados foram milhões de trabalhadores. Assim como a Folha, também criticou-se a “pauta política” que moveu os sindicatos.

Leia também: “Greve no transporte de SP: ‘Querem desgastar o governo'”, diz Tarcísio

“Os próprios sindicatos não ocultaram o caráter político deste que é o quarto movimento grevista no ano”, afirma o Estadão, em editorial. “Antes, sublinharam os objetivos de exigir o cancelamento dos processos de privatização de linhas do Metrô e da CPTM, da Sabesp e de outras estatais paulistas em curso pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), assim como a realização de plebiscito sobre o tema.”

O Estadão, por fim, ressalta que a decisão de privatizar — ou não — determinada empresa não cabe a sindicatos. Conforme a publicação, tal medida, no caso do Estado de São Paulo, deve contar com o aval dos deputados estaduais.

“Em sua essência, porém, a reivindicação não traz fundamento plausível”, afirma o jornal. “Os projetos do Palácio dos Bandeirantes de venda de estatais têm sido democraticamente submetidos aos ritos de tramitação da Assembleia Legislativa de São Paulo, instituição à qual cabe a palavra final.”

Leia também: “Menos de 1% dos funcionários da CPTM aprovou a greve em SP”

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1 comentário
  1. Vanildo
    Vanildo

    Espero que esse despertar de parte da imprensa tradicional (bastante desacreditada) impulsione os demais veículos no mesmo caminho. Precisamos muito da imprensa num país governado por pensamentos de esquerda.

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