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Estadão: ‘O PT tem horror aos fatos’

Jornal criticou ministro-chefe da Secretaria de Comunicação por declarações sobre Refinaria Abreu e Lima

À esquerda, o ministro da Secom, Paulo Pimenta, junto a Lula | Foto: Reprodução/Internet
Ministro Paulo Pimenta (Secom) criticou cobertura da imprensa sobre Refinaria Abreu e Lima, 'ícone' do escândalo de corrupção nos governos petistas | Foto: Divulgação

Em editorial publicado na edição desta sexta-feira, 26, o jornal O Estado de S. Paulo criticou o PT e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta, por colocar em dúvida o trabalho da imprensa no caso da cobertura do anúncio da retomada de investimentos da Petrobras na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

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Na ocasião, a imprensa lembrou que a construção da refinaria entrou para a história como exemplo da corrupção nos governos petistas investigada pela Operação Lava Jato. Lançada por Lula em 2005, a obra custou R$ 60 bilhões, oito vezes mais do que o orçamento inicial. O governo do então ditador Hugo Chávez anunciou uma parceria com Lula na refinaria, que nunca se concretizou.

+ Lula visita refinaria ‘modelo’ de corrupção de seu 1º governo

Ao final, executivos das construtoras que participaram da obra — Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão — admitiram o pagamento de somas vultosas de propina. O ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva disse que a construção de Abreu e Lima rendeu R$ 90 milhões em propina para dirigentes da Petrobras filiados ao PT, do PSB e PP.

Além disso, nenhuma petroleira no mundo está investindo em refinarias neste momento. Isso pode levar ao fiasco já vivido no passado. A gastança com os projetos que nunca se viabilizaram e o cenário internacional levaram a Petrobras a acumular prejuízos da ordem de R$ 100 bilhões entre 2011 e 2014, muito mais que as perdas reconhecidas em balanço em razão das descobertas da Lava Jato, de cerca de R$ 6 bilhões.

Paulo Pimenta criticou cobertura da imprensa 

Mesmo assim, diante deste cenário, Paulo Pimenta, em uma postagem no Twitter/X, disse que chamou sua atenção a “sincronia e articulação da grande mídia corporativa” para tentar “blindar o fracasso das privatizações como medidas ‘modernas e eficientes’ para garantir gestão”.

“A mitologia petista, deve-se reconhecer, faz um tremendo sucesso nas redes sociais”, mas “por mais tentador que seja pregar para convertidos, o ministro Paulo Pimenta poderia ao menos fingir que se comporta com algum grau de espírito público e respeito à institucionalidade no exercício do cargo”, criticou o jornal.

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O Estadão lembra que não fazem parte das atribuições do ministro “servir de dublê de analista político nem tampouco atuar como ombudsman do jornalismo profissional”. “Se a imprensa independente age em “sincronia e articulação” nas críticas pontuais à retomada dos investimentos na Refinaria Abreu e Lima, isso não é outra coisa senão um sinal inequívoco de que jornalistas dignos da profissão têm memória e essa imprensa está cumprindo sua função primordial de ser guardiã da verdade factual, levando à sociedade informações de seu interesse a tempo certo”, declarou o jornal.

PT quer reescrever o passado, reafirma Estadão

8 de janeiro | Ministro Paulo Pimenta, no programa Roda Viva | Foto: Reprodução/TV Cultura
‘Paulo Pimenta poderia ao menos fingir que se comporta com algum grau de espírito público e respeito à institucionalidade no exercício do cargo’, critica o Estadão| Foto: Reprodução/TV Cultura

O jornal voltou a afirmar que a tentativa do governo Lula e do PT com esse tipo de declaração é reescrever o passado. “Isso não muda os fatos nem reescreve a história do país. Seu triunfo eleitoral não tem o condão de criar uma nova ‘realidade’. Os erros e os crimes cometidos durante os governos de Lula e Dilma Rousseff no setor de óleo e gás, que arruinaram a Petrobras em nome de delirantes projetos desenvolvimentistas e de imperativos eleitorais e corruptos, não se apagam pela força da vontade ou do discurso do chefe da Secom”, explica o Estadão.

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E finaliza: “As diatribes do ministro Paulo Pimenta, reverberadas pela presidente de seu partido, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), são típicas de quem não se conforma em ver decisões de governo serem escrutinadas pela imprensa profissional e independente. Ou seja, de quem não nutre simpatia por um pilar fundamental da democracia”.

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7 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    PT, Estadão, Globo, UOL, Folha, STF, corrupção, degradação moral e intelectual, …, tudo a ver!

  2. Jonathas Campos de Lima
    Jonathas Campos de Lima

    Reportagem do estadinho!? Too little, too late mas vai servir!

  3. ELIAS
    ELIAS

    A crítica do Estadão à recusa do governo e do PT em encarar os fatos é pertinente. Porém o jornal daria um salto de qualidade e ganharia respeito se também fizesse uma autocrítica e reconhecesse seu vergonhoso erro por ter apoiado o descondenado nas eleições presidenciais.

    1. MNJM
      MNJM

      O Estadão fez o ” L” agora está enxergando o óbvio.
      O PT sempre agiu assim , quer controlar a mídia não aceita críticas e pior quer reescrever a história. O povo não é idiota. Estadão deveria reconhecer o seu grande erro, apoiou a voltar do maior corrupto e sua quadrilha ao poder. Lula nunca foi um democrata, como ele mesmo disse é COMUNISTA

  4. José Garcia
    José Garcia

    Aí Estadão, voltando aos tempos áureos de imprensa independente e profissional, falando, e mostrando a verdade, doa a quem doer ??
    Muito bem !!! Parabéns !!!
    Faço votos que continue assim, para que a credibilidade da notícia, retorne a essa casa.

  5. Claudinei Júlio da Silva
    Claudinei Júlio da Silva

    Quando vejo a esquerda tentando reescrever a história, só me vem a memória uma coisa: George Orwell e seu besta seller: 1984. Sem mais!

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