publicidade
Imprensa

Estadão: Governo Lula trava ‘cruzada populista’ para baratear passagens aéreas

O jornal também afirma que 'o objetivo é explicitamente eleitoreiro'

Estadão
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa, e o presidente Lula, em reunião sobre o Voa Brasil; para o Estadão, 'Esse romantismo lulopetista omite que os pobres, no governo Lula, até melhoraram ligeiramente de vida, mas foram devolvidos à sua condição real de pobreza' | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em editorial publicado na edição desta quinta-feira, 15, o jornal O Estado de S. Paulo criticou a “cruzada populista” do governo de Luiz Inácio Lula da Silva com “objetivo explicitamente eleitoreiro”, para tentar baixar à força o preço das passagens aéreas.

+ Leia as últimas notícias de Imprensa no site da Revista Oeste.

Receba nossas atualizações

Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, montou um “grupo de trabalho” no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para estudar maneiras de reduzir o preço do querosene de aviação (QAV), administrado pela Petrobras. Foi a “mais recente etapa dessa cruzada populista”, lembra o Estadão.  

+ Entra em cena o ‘Voa Brasil’, plano com passagens de até R$ 200

“O objetivo é explicitamente eleitoreiro”, salienta o jornal. A conclusão se dá em razão da justificativa de Silveira para a medida: “democratizar a tarifa das passagens aéreas no País”, para que “a classe média e as pessoas menos favorecidas voltem a usar aeroportos, assim como aconteceu nos primeiros mandatos do presidente Lula”.

A ideia do programa é oferecer passagens aéreas no valor de até R$ 200 para quem não tenha viajado nos últimos 12 meses.

Forçar queda de preço de passagens aéreas é indisfarçável tentativa de fazer o país voltar no tempo, diz Estadão

Voa Brasil avião
Petrobras também anunciou empenho em baratear passagens aéreas | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o Estadão, o programa revela “uma indisfarçável tentativa de fazer o país voltar no tempo, a uma época em que Lula se jactava de fazer o ‘pobre andar de avião’”. Mas nada disso deu certo, diz o jornal, lembrando que foram poucos os pobres que efetivamente conseguiram viajar de avião e, ainda assim, se endividaram, e a maioria absoluta voltou à precariedade por falta de políticas públicas realmente necessárias.

Esse romantismo lulopetista, como toda mistificação sobre o passado, omite que os pobres, no governo Lula, até melhoraram ligeiramente de vida à custa de transferência forçada de renda, mas era um avanço insustentável — e bastou a sacolejante crise dos anos Dilma para que esses brasileiros fossem devolvidos à sua condição real de pobreza, muito distante das fantasias demagógicas de Lula. Os poucos pobres que efetivamente conseguiram viajar de avião o fizeram à base de endividamento, e a maioria absoluta continuou a viver em condições muito precárias, pois faltaram investimentos e políticas para dar a essa população condições de ascender socialmente, como boa educação e boas condições de saneamento básico.

Em razão disso, o jornal considera incompreensível que o Voa Brasil seja considerado prioritário pelo governo. “Alçado de forma incompreensível à condição de prioridade, o tal programa Voa Brasil pode até ser bancado pelo governo, desde que o caixa da Petrobras seja recomposto por verbas públicas. É o que diz a lei. Ou seja, em última instância, a benesse seria financiada pelos contribuintes. Não há nem como chamar tal medida de “política pública.”

+ Tarcísio confirma ida à manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista

O jornal afirma que as companhias aéreas sabem da inviabilidade do programa, “mas aproveitam para reforçar o lobby por um socorro robusto ao setor”. Elas pleiteiam linhas especiais de crédito e reclamam das muitas ações judiciais de passageiros contra o serviço de transporte.

“Sensível aos apelos, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, promete um pacote para breve. Como em todo bom programa demagógico, o pobre provavelmente não chegará nem perto de um avião, mas já se sabe quem vai na primeira classe”, finaliza o Estadão.

Leia também: Voa, Brasil?, reportagem publicada na Edição 199 da Revista Oeste.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    OS POBRES ADOOORAM SERVIR DE BUCHA DE CANHÃO PRA ELE MALANDRO. FIZERAM ISSO NA PICANHA COM AQUELA GORDURINHA PASSADA NA FARINHA, E AGORA SONHAM EM VOAR COMO URUBUS.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade