Em editoriais publicados nesta quinta-feira, os jornais Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Gazeta do Povo fizeram duras críticas à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no caso Banco Master e cobraram providências institucionais diante das revelações que envolvem sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
As manifestações ocorreram depois de a Polícia Federal ter encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório que apontaria vínculos entre Toffoli e pessoas ligadas ao Banco Master sob investigação por suspeita de fraudes bilionárias.
Receba nossas atualizações
O Estadão classificou a saída de Toffoli da relatoria como uma “solução institucional encontrada para conter uma crise que há meses tem degradado ainda mais a confiança pública na imparcialidade do STF”. Segundo o jornal, o afastamento era uma “medida processual saneadora fundamental para evitar nulidades futuras” numa eventual ação penal contra Vorcaro e outros investigados.
+ Leia mais de Imprensa em Oeste
Embora tenha registrado que o Supremo afirmou não haver impedimento legal do ministro, o jornal observou que “pululam razões de fato e de direito no sentido diametralmente oposto” e que a crise reputacional da Corte foi agravada pelas revelações sobre a participação societária de Toffoli em empresa com negócios ligados ao banco. Para o Estadão, o ministro “jamais deveria ter aceitado a relatoria do caso Master” e sua recusa, à época, teria sido um gesto de “respeito à lei processual e ao próprio Supremo”.
Já a Folha de S.Paulo avaliou que Toffoli “há muito perdera as condições de permanecer à frente do inquérito do Banco Master”
Já a Folha de S.Paulo avaliou que Toffoli “há muito perdera as condições de permanecer à frente do inquérito do Banco Master”. O jornal afirmou que as novas revelações “ensejam providências até mais drásticas” e considerou difícil conceber “um exemplo mais óbvio de suspeição de um juiz”.
A Folha também sustentou que o ministro não seria apenas um magistrado em conflito de interesses, mas “também um investigado em potencial”. Para o jornal, se nada tem a temer, Toffoli deveria “licenciar-se voluntariamente do tribunal, a fim de evitar constrangimentos para seus colegas e para o trabalho da PF”.
A Gazeta do Povo, por sua vez, publicou um posicionamento em vídeo do presidente do grupo, Guilherme Cunha Pereira. No pronunciamento, ele afirmou que o relatório da PF é suficiente para exigir reação da sociedade e das instituições. “Estamos chegando a um momento crítico”, declarou. “Ou as instituições e a sociedade reagem, ou damos um passo decisivo em direção à anomia.”
No vídeo, o dirigente afirmou ainda que “Toffoli tem debochado do Brasil desde o início do caso Master” Mais que isso, acrescentou, “não tem condições nem mesmo de permanecer no Supremo”.
A Gazeta cobrou reação do Congresso. Segundo o editorial em vídeo, a abertura de processo de impeachment e a instalação de CPI ou CPMI sobre o caso seriam medidas compatíveis com a gravidade do momento.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste
Prendem heróis, que com bravura defenderam o Brasil nas nossas fronteiras. Homens de brio, patriotas. Acabaram com carreiras belíssimas e, esses bostas togados fazem o que querem. Não nos iludamos pq o máximo que acontecerá, com esses criminossos, será a aposentadoria muito bem paga. Pensar que querem tirar as patentes, daqueles que uma vida inteira, se fedicaram a Pátria até em detrimento de suas famílias.
Se o Senado Federal fosse uma instituição séria e honesta, pelo menos 4 ou 5 ministros do STF, além do presidentevda república já teriam sido defenestrados !!! Mas, com um presidente atolado em corrupção e negociatas e vários senadores enlameados também, nada acontece!!! Infelizmente o Brasil está entregue ao que há de pior …..