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Estadão analisa 1º ano da volta de Lula: ‘Governo sem marca’

Jornal critica falta de projetos efetivos e ausência de pacificação política

Lula Estadão
Estadão: A esperança é que Lula demonstre que não venceu a eleição só para desmoralizar o juiz que mandou prendê-lo | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O jornal O Estado de S. Paulo afirmou que, passado o primeiro ano de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não disse a que veio. Em editorial, texto que expressa a opinião do jornal, o Estadão afirma que “a malaise é evidente, e mesmo em áreas nas quais o governo mostrou empenho genuíno, como na Fazenda ou nas Relações Exteriores, os resultados foram relativamente frustrantes”.

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Na Fazenda, o Estadão elogia o ministro Fernando Haddad, mas não acredita que terá fôlego para resistir ao cerco de “tubarões petistas” por mais três anos.

Nas relações internacionais, o jornal cita a intromissão do Brasil “em querelas nas quais a diplomacia brasileira não tinha capacidade nenhuma de interferir” e o alinhamento com ditaduras comunistas. “Ademais, alinhou o Brasil a blocos claramente enviesados contra o Ocidente, particularmente os EUA”, resume o editorial “O tal ‘Sul Global’ de que Lula tanto fala nada mais é do que o nome fantasia do quintal chinês, onde o Brasil é mero vassalo dos interesses de Pequim.”

A Lula sobram planos e retóricas, diz Estadão

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Lula e Janja na live semanal do petista em 19 de dezembro | Foto: Divulgação/Canal Gov

Para o jornal, Lula retornou ao poder embevecido pela própria glória e “segue a cartilha dos líderes que só conseguem enxergar as próprias virtudes, e não raro transfere para ministros a responsabilidade pela ausência de grandes feitos”. “Sobram-lhe planos, retóricas e simbologias. Faltam-lhe projetos compatíveis com os desafios de um Brasil hoje distante de 2002 ou de 2010.”

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O Estadão também critica Lula por qualquer tentativa de pacificar e unir o país, como reiteradamente prometeu na campanha. “Fiel à sua natureza sindical, optou por continuar a ser uma fonte permanente de divisões.” 

A esperança é que “Lula demonstre que não venceu a eleição só para desmoralizar o juiz que mandou prendê-lo”. Porém, o jornal não está convicto de que isso ocorrerá: “Lula conhece não só o poder da esperança, como também a força demolidora do desencanto”.

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9 comentários
  1. Daniel Leonardo Boessio
    Daniel Leonardo Boessio

    Em relação ao “pacificar”, ditadores só entendem a pacificação como submissão, assim como os auto-denominados “progressistas” chamam de democratas, somente quem concorda com eles.

  2. Eraldo Fonseca
    Eraldo Fonseca

    O único projeto do desgoverno de Viajanjo da Silva que vimos até agora é o projeto de vingança de Bolsonaro e Sérgio Moro. Em segundo é o projeto de gastança governamental sem limites.

  3. João Luiz Marassi
    João Luiz Marassi

    Eu já fui assinante do estadão que era um jornal sério e confiável. Depois que se tornou capacho dos tucanos e petistas perdeu totalmente a credibilidade. Agora não adianta tentar ser “isento e limpo”, seu passado recente te condena.

  4. Enio Lourenco
    Enio Lourenco

    O Estadão está querendo aumentar as venda, com notícias negativas daquilo que apoiou e não vem dizer que achava que seria diferente, pois conhece a parabola ” Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons”. É muita hipocrisia, tá mordendo o dele s..

    1. Geraldo Bernardino de Araújo
      Geraldo Bernardino de Araújo

      Enio, o castigo pelo erro, a meu vêr, é que devem ter perdido milhares de assinantes. Se no momento publicam a realidade, é sinal que reconhecem que erraram. Acho que devemos entender essa situação e dar-lhes outra oportunidade. É como penso. Abraço.

  5. MNJM
    MNJM

    Governo de retrocessos , corrupção e gastança, além do ponto maus devastador o AUTORITARISMO DO STF E GOVERNO FEDERAL.
    Rasgaram a Constituição, querem implantar censura p calar o povo.

  6. Ed Camargo
    Ed Camargo

    O país esta a beira da insolvência sem qualquer resultado positivo. Se esta ssim agora imagine daqui a três anos.

  7. Hermes
    Hermes

    Discordo, tem marca de retrocesso, miséria, corrupção, impunidade, censura, mentiras, muito ódio, fascismo, abuso do poder econômico, aparelhamento do judiciário, endividamento, terrível alta de impostos, desmandos, descaso, e tudo de ruim que se possa imaginar, que já era de se esperar.

  8. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    A marca do primeiro ano foi o consórcio autoritário.

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