A Copa do Mundo de 2026 entra nas quartas de final mantendo um ritmo ofensivo que já coloca esta edição entre as mais goleadoras da história do torneio. Com apenas oito seleções restantes na disputa, a média de gols segue acima de praticamente todas as Copas disputadas desde 1930 e reforça a vocação ofensiva do Mundial realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
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Até o fim das oitavas de final, a competição registra 3,24 gols por partida, marca que coloca a edição de 2026 atrás apenas da Copa da Suíça, em 1954, considerada até hoje a mais artilheira da história, com média de 5,38 gols por jogo. Também aparecem à frente apenas os Mundiais de 1938 (4,67), 1950 (4,00) e 1934 (4,12).
O número chama atenção principalmente pelo contexto do futebol atual. Nas últimas décadas, as Copas passaram a ser marcadas por maior equilíbrio tático e defesas mais organizadas, o que reduziu significativamente a quantidade de gols por partida em comparação às primeiras edições do torneio.
Ainda assim, o Mundial de 2026 vem contrariando essa tendência. O novo formato com 48 seleções, aliado ao desempenho ofensivo de equipes como Argentina, França, Espanha e Noruega, contribuiu para elevar a média de gols ao longo da competição.
Outro fator decisivo é o desempenho individual de alguns dos principais craques da competição. Lionel Messi, artilheiro do torneio com oito gols, Kylian Mbappé e Erling Haaland, ambos com sete, protagonizam uma disputa acirrada pela Chuteira de Ouro e ajudaram a impulsionar os números ofensivos da Copa.
Média de gols das Copas do Mundo
| Copa | Média de gols por jogo |
|---|---|
| Suíça 1954 | 5,38 |
| França 1938 | 4,67 |
| Itália 1934 | 4,12 |
| Brasil 1950 | 4,00 |
| Estados Unidos/Canadá/México 2026* | 3,24 |
| Chile 1962 | 2,78 |
| Rússia 2018 | 2,64 |
| Catar 2022 | 2,69 |
*Média contabilizada até o encerramento das oitavas de final.
Com sete partidas ainda por disputar, a média da Copa de 2026 ainda pode sofrer alterações. Mesmo assim, o torneio já assegura um lugar entre as edições mais ofensivas da história e reforça uma marca que tem chamado a atenção de torcedores e analistas: além do equilíbrio entre as seleções, o Mundial também vem sendo marcado por muitos gols e jogos eletrizantes.