Gianni Infantino pode enfrentar sua eleição mais disputada desde que assumiu a presidência da FIFA, em 2016. Segundo informações divulgadas pela rádio britânica talkSPORT, diversas federações filiadas à UEFA iniciaram um movimento para lançar um candidato de oposição ao dirigente suíço no pleito que definirá o comando da entidade máxima do futebol mundial.
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O desgaste entre UEFA e FIFA aumentou durante a Copa do Mundo de 2026, principalmente depois da decisão de Infantino de anular a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. A medida, tomada depois de um contato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou forte reação da entidade europeia, que acusou a FIFA de ultrapassar “uma linha vermelha” ao interferir em uma decisão disciplinar.
Até então, a expectativa era de que Infantino concorresse praticamente sem adversários. No entanto, o clima de insatisfação entre dirigentes europeus fez surgir articulações para construir uma candidatura capaz de desafiar o atual presidente na eleição marcada para o Congresso da FIFA, que será realizado no Marrocos. O prazo para registro das candidaturas termina em 18 de novembro.
Entre os nomes debatidos nos bastidores está o de Aleksander Čeferin, presidente da UEFA. Apesar de ser considerado um dos dirigentes mais influentes do futebol mundial, o esloveno não demonstra interesse em enfrentar Infantino neste momento e prefere seguir à frente da entidade europeia.
Outro nome citado é o do empresário Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e membro do Comitê Executivo da UEFA. Sua influência política no futebol europeu faz dele um possível candidato, embora ainda não exista qualquer confirmação de que pretenda disputar o cargo.
Também aparece entre as alternativas Dariusz Mioduski, presidente do Legia Varsóvia. O dirigente polonês ganhou força nos bastidores por seu bom relacionamento com diferentes federações nacionais da UEFA e é visto como um nome capaz de unir parte da oposição europeia.
Apesar da movimentação, Infantino continua sendo o favorito à reeleição. Segundo o jornal The Guardian, mais de 200 das 211 associações filiadas à FIFA já manifestaram apoio ao dirigente suíço, o que torna uma eventual candidatura de oposição um desafio considerável. Ainda assim, algumas federações europeias avaliam que é importante apresentar um concorrente para ampliar o debate sobre a gestão da entidade.