A Ypê prevê investir cerca de R$ 130 milhões na reestruturação de sua fábrica em Amparo, no interior de São Paulo, em meio à crise provocada por sucessivas interdições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A companhia tenta reverter a suspensão da fabricação e da venda de parte de seus produtos, determinada pela agência por alegada possibilidade de contaminação microbiológica.
O chamado Plano de Qualidade da empresa foi elaborado no fim de 2025, quando a Anvisa interditou lotes de lava-roupas depois de análises identificarem contaminação microbiológica, confirmada pela própria companhia. Mesmo com a reformulação anunciada pela fabricante, a agência voltou a determinar em maio deste ano o recolhimento de produtos e a interrupção da fabricação na unidade paulista.
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Segundo o diretor jurídico e de assuntos corporativos da Ypê, Sergio Pompilio, o plano passou por revisão nas últimas semanas e ganhou novas frentes de investimento. “Tem um foco muito grande no tratamento da água”, afirmou. As informações foram publicadas inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.

Documentos apresentados pela empresa à Anvisa mostram que, em reunião realizada em 9 de abril, a companhia estimava desembolsar entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões em um período de 12 meses para adequar a planta industrial. Entre as medidas previstas estavam a “implementação de sistemas avançados de tratamento de água”, além de mudanças nos protocolos de sanitização.
Na ocasião, a Ypê informou que 59% das ações de melhoria previstas até 2027 já haviam sido concluídas. A empresa também comunicou a inauguração de um novo laboratório de microbiologia com “tecnologia de nível farmacêutico” e anunciou a redução do intervalo de sanitização das instalações, de 30 para sete dias.
A Anvisa, contudo, afirmou que a apresentação do plano não representa chancela prévia do órgão regulador. “O foco da atuação da Anvisa permanece centrado na avaliação das condições de controle sanitário, garantia da qualidade, rastreabilidade, monitoramento microbiológico, validação de processos e demais requisitos relacionados às Boas Práticas de Fabricação de produtos saneantes”, declarou a agência em nota.

De acordo com Pompilio, o aumento do investimento previsto ocorreu depois de uma inspeção realizada em abril identificar 88 “não conformidades” na fábrica de Amparo. “O plano tem objetivos de curto, médio e longo prazo. Você não consegue mudar uma fábrica da noite para o dia”, afirmou.
O diretor da Ypê disse ainda que “nossa maior tranquilidade vem do nosso novo sistema de qualidade e segurança, que garante que, a partir do dia em que a Anvisa nos autorizar a voltar a fabricar, 100% dos produtos estão aptos para uso”.
A estratégia de reestruturação vem sendo usada pela empresa em sua defesa perante a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) e órgãos de vigilância sanitária. Em manifestação enviada à agência no fim de abril, a companhia afirmou que o programa estabelece padrões de “excelência para a indústria” e adota critérios equivalentes aos “padrões de controle produtivo mais rígidos”.
A Anvisa, contudo, avaliou que os argumentos apresentados foram insuficientes. Em nota técnica encaminhada à Senacom, o órgão afirmou ter identificado “fragilidades sistêmicas” na fábrica de Amparo, classificando a situação como de “alto risco sanitário relevante em razão da potencial exposição da população consumidora a produtos com desvio de qualidade microbiológica”.
Segundo a agência, a própria Ypê informou durante a inspeção que mantinha 142 lotes de produtos em estoque com análises microbiológicas insatisfatórias.
Em novo documento enviado à Senacom na última terça-feira, 12, a empresa voltou a citar o plano de obras para contestar as medidas cautelares impostas pela Anvisa.

“Nesse contexto, mostrava-se desnecessária a adoção de medida tão grave como aquela adotada cautelarmente na resolução [da Anvisa], antes mesmo do exercício do contraditório”, argumentou.
Intervenção da Anvisa na Ypê teve origem em denúncia da Unilever
As fiscalizações na unidade de Amparo tiveram origem em denúncias apresentadas pela multinacional Unilever, dona de marcas como Omo, Comfort e Cif. Segundo os relatos encaminhados aos órgãos de controle, testes realizados pela concorrente identificaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da Ypê.
A Anvisa afirma que a presença do microrganismo foi confirmada por análises laboratoriais contratadas pela própria fabricante brasileira.






































O Faro é que a anivisa é formada por diretores indicados pelo nove dedos e a concorrente deles é a minuano que pertecem aos ladrões dos batistas então dá pra entender agora ?