publicidade
Economia

Vendas do comércio paulistano caem 62,8% em abril

Como isolamento, prejuízo para os estabelecimentos considerados não-essenciais ficou ainda maior.

saúde mulher coração
SP - CORONAVÍRUS/SP/BLOQUEIOS - GERAL - Bloqueio no trânsito na Avenida Santos Dumont com a Avenida do Estado, na zona norte da cidade de São Paulo, na manhã desta terça-feira, 05. A Prefeitura de São Paulo iniciou na segunda-feira, 04, o bloqueio parcial de quatro avenidas para estimular a população ao isolamento social e impedir o avanço do novo coronavírus. Por meio da Secretaria de Mobilidade e Transportes, nesta terça, 05, a prefeitura ampliou esta quantidade de vias que estão sofrendo interdições. Três vias contam com bloqueios alternativos e outras quatro seguem apenas com uma faixa de rolamento liberada. 05/05/2020 - Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO

Como isolamento, prejuízo para os estabelecimentos considerados não-essenciais ficou ainda maior

Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

As vendas do comércio paulistano tiveram queda média de 62,8% no mês de abril ante igual período de 2019.

Receba nossas atualizações

A informação foi divulgada no Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nesta terça-feira, 5.

Em abril, o prejuízo com o fechamento dos estabelecimentos considerados não-essenciais ficou ainda maior do que março, quando a queda foi de 53,4%.

O levantamento mostra que o movimento de vendas a prazo, que inclui bens duráveis, como eletrodomésticos, caiu 56,5% comparado a abril de 2019. Já as vendas à vista, que incluem itens de menor valor, como vestuário e calçados, recuaram 69%.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, a queda média foi de 51,8%, sendo que 39,9% referem-se ao recuo das vendas a prazo, e 63,7% à diminuição das vendas à vista.

A perda, de acordo com o economista da ACSP, Marcel Solimeo, é irrecuperável, porque as vendas do comércio são um fluxo permanente. “O que não se vende hoje é venda perdida. A de amanhã será a de amanhã”, afirma.

O economista lembra que as empresas menores, que em sua grande maioria não operam pela internet, estão tendo grandes dificuldades em função do fechamento, e muitas não conseguirão sobreviver.

“Quanto mais durarem as medidas restritivas, maior será o número das empresas que não sobreviverão, aumentando ainda mais o nível de desemprego, que já está crescendo fortemente”, alerta.

A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a ACSP chegaram a pedir ao governador João Doria e ao prefeito da capital, Bruno Covas, a reabertura parcial do comércio a partir de 1º de maio, com os devidos cuidados sanitários para aproveitar as vendas do Dia das Mães, mas a sugestão não foi acatada.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Alvaro
    Alvaro

    Graças ao Doria e seu lacaio, que a economia do Estado, está se afundando e seu contingente de desempregados lhe darão os votos futuros. Trouxa.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade