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Economia

Taxa de desemprego no Brasil sobe quase 6% no trimestre encerrado em abril

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3,7 mil nos últimos três meses

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Carteira de trabalho | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Dados divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo IBGE mostram que a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril. O número representa um avanço em comparação ao período de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando o índice estava em 5,4%.

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O aumento de 0,4 ponto porcentual é atribuído, segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços pessoais, que não mantêm parte dos trabalhadores depois do aquecimento de fim de ano. “O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais, que, depois do aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, afirmou.

Apesar do crescimento recente, a taxa apresenta queda de 0,8 ponto porcentual em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando estava em 6,6%. O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3,7 mil no trimestre de fevereiro a abril.

Números da população ocupada e desocupada

A população desocupada chegou a 6,3 milhões de pessoas, uma elevação de 8% em comparação ao trimestre anterior, quando eram 5,9 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve retração de 11,3%, equivalente a menos 809 mil pessoas sem emprego.

O total de pessoas ocupadas somou 102,3 milhões, ao registrar queda de 0,3% perante o trimestre anterior, com redução de 338 mil vagas. Porém, ao comparar com o mesmo intervalo de 2025, houve aumento de 1,1%, o que corresponde a mais 1,07 milhão de pessoas empregadas.

O nível da ocupação foi de 58,4%, que representa recuo de 0,3 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior e estabilidade na comparação com o mesmo período do ano anterior. A população subocupada por insuficiência de horas diminuiu para 4,2 milhões, uma queda de 5,5% no trimestre e 7,3% no ano.

Contingente fora da força de trabalho

Por fim, o contingente fora da força de trabalho foi estimado em 66,5 milhões, sem variação significativa no trimestre. Já em relação ao ano anterior, registrou-se crescimento de 1,6%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas.

Leia também: “Condenados por educar”, artigo de Mateus Conte e Isabela Jordão na Edição 323 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    Com o bolsa vadio não se espera nada diferente.
    Quando quem não trabalha é contra a escala 6 x 1 por achar “extenuante”, e o “presidente” fala em escala “6 x 2” …

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