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Economia

STJ suspende pagamento de R$ 750 milhões a administrador judicial da Oi

Além de barrar os honorários, o ministro Mauro Campbell determinou que CNJ acompanhe o processo

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A juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio, havia fixado em 18 de dezembro que Rezende receberia 5% de todos os valores devolvidos aos credores da Oi | Foto: Divulgação

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) impactou diretamente a remuneração do administrador judicial responsável pelo processo da Oi, ao suspender o pagamento milionário autorizado pela Justiça do Rio de Janeiro.

De acordo com apuração da coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o ministro Mauro Campbell, do STJ, interrompeu a ordem que previa honorários de R$ 750 milhões para Bruno Rezende.

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A juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio, havia fixado, em 18 de dezembro, que Rezende receberia 5% de todos os valores devolvidos aos credores da Oi.

Com os ativos totais da empresa estimados em R$ 15 bilhões, o montante dos honorários atingiria cifras semelhantes às de prêmios de grandes loterias.

Ministro do STJ pediu para o CNJ acompanhar o caso

Na decisão anterior, a juíza Simone Chevrand afirmou que a empresa deverá pagar Bruno Rezende “com base naquilo que vier a pagar” aos credores, vinculando a remuneração ao valor efetivamente destinado às demais partes do processo.

“Um dos importantes motivos do processo recuperacional, e o primordial propósito do processo falimentar, é o de satisfazer os credores”, diz um trecho da decisão da juíza. “Deste modo, nada mais adequado do que receber com base naquilo que vier a ser pago a eles.”

Leia também: “O Lupanário: Moraes, o Banco Master e a lógica do poder sem limites”, artigo do Flávio Gordon publicado na Edição 302 da Revista Oeste

“O percentual proposto, além de estar dentro da previsão legal, decerto atende ao padrão de excelência da atividade prestada pelo gestor em atuação”, completou a magistrada. “Razão pela qual homologo os honorários propostos de 5% sobre o valor efetivamente pago aos credores.”

Além de barrar o pagamento, o ministro Mauro Campbell determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acompanhe o processo, reforçando a necessidade de fiscalização sobre os desdobramentos da recuperação judicial da Oi.

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