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Economia

Sherwin-Williams recebe aprovação do Cade para adquirir Suvinil

Marca norte-americana amplia presença no mercado brasileiro ao adquirir negócio, que gira em torno de US$ 1,15 bilhão

Além da Suvinil, empresa norte-americana já atua com outras marcas na América Latina | Foto: Divulgação/Suvinil
Além da Suvinil, empresa norte-americana já atua com outras marcas na América Latina | Foto: Divulgação/Suvinil

A aquisição da Suvinil, antes sob controle da Basf, pela norte-americana Sherwin-Williams, recebeu sinal verde do (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) Cade sem imposição de restrições. O aval saiu no Diário Oficial da União, que confirmou uma transação avaliada em aproximadamente US$ 1,15 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6,25 bilhões.

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O acordo contempla também a marca Glasu! e inclui fábricas localizadas em Jaboatão dos Guararapes (PE) e em São Bernardo do Campo (SP). Juntas, elas empregam mais de mil pessoas. O compromisso de venda entre as duas companhias ocorreu em fevereiro deste ano.

Compatibilidade estratégica e expansão de portfólio

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Sede do Conselho Administrativo de Defesa Econômica | Foto: Divulgação/Agência Senado

De acordo com o Cade, “no que diz respeito à justificativa econômica e estratégica, as partes apontam que a operação apresenta grande compatibilidade com os negócios atuais da Sherwin-Williams no Brasil, representando uma oportunidade de expansão de seu portfólio”.

A Sherwin-Williams afirmou que essa integração permitirá ampliar sua atuação no segmento, de modo a somar suas operações às atividades da Suvinil.

“Segundo a empresa, a operação proposta permitirá a ampliação das atividades da Sherwin-Williams nesse segmento ao combinar seu negócio preexistente com as atividades da Suvinil”, informou o Cade. “As tintas, vendidas sob as marcas Suvinil e Glasu!, são amplamente reconhecidas, de forma a atender a uma ampla gama de clientes, incluindo lojas especializadas de tintas, home centers e pequenas lojas de material de construção.”

A Suvinil faz parte da divisão de tintas decorativas da Basf, presente exclusivamente no Brasil, sendo a decisão de venda anunciada no ano anterior. Em 2024, a unidade registrou receitas de US$ 525 milhões, o que corresponde a cerca de R$ 2,9 bilhões.

Histórico e contexto do setor

No comunicado divulgado em fevereiro, a Basf explicou que “esse negócio opera quase exclusivamente no Brasil e tem sinergias limitadas com outros negócios de revestimentos da Basf”. O presidente e CEO da Sherwin-Williams, Heidi G. Petz, celebrou a aquisição. “Há mais de 60 anos, a Suvinil é sinônimo de inovação e qualidade”, disse. “O negócio é altamente complementar ao da Sherwin-Williams na América Latina, já que a marca Suvinil é bem conhecida.”

O setor de tintas decorativas no Brasil movimenta cerca de R$ 12 bilhões ao ano, conforme estimativas de mercado. Fundada em 1961, a Suvinil foi adquirida pela Basf em 1969.

Leia também: “Mercado financeiro já começou o ‘Tarcísio Trade'”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 285 da Revista Oeste

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